NEOpseudoSUPRAhiperULTRAsuperMEGApower do Werneck
  
TUDO POR ACLARAR. NADA A DECLARAR.

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 10h11
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   Vamos ver se alguém acorda com  Elvis... Little  Less Conversation...

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h51
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Notícias do telhado: o que der na telha é lucro

 

Suzana Herculano-Houzel, doutora em neurociência e mestra em ciências, tem um livro muito legal chamado O cérebro nosso de cada dia. São pequenos artigos que mostram coisas que se passam na nossa cabeça e não nos damos conta. Na página 152, ela fala de óvnis e limites da imaginação. Diz que já foi fã de ficção científica e que enjoou da mesmice: os ETs são sempre os mesmos. E vai adiante revelando estudos que comprovam que nossa imaginação tem limite, sim. É toda contida pela experiência do imaginador. Ou seja, só tem imaginação quem tem, de alguma forma, prática ou teórica, a experiência do que pretende imaginar. Cito isso aqui lembrando de Anton Checov, escritor russo, que dizia que o escritor só devia escrever sobre o que conhecia bem. Baseando-me no artigo da Suzana posso dizer que tudo o que você escrever, de alguma maneira é experiência. Não há como escapar. Se alguém ler e achar que você é muuuuiiiiiito imaginativo, sorte sua. Significa que sua vivência é muuuiiito variada e muuuuiito rica. Prática ou teórica, não importa. Se alguém diz que não tem imaginação para escrever como você, não tem é experiência nenhuma em nada. Cabeça oca, vida oca.

           Aí, vem a outra eterna questão (não mais para mim!): o escritor tem que dominar o que escreve durante todo o tempo? Tem que usar a razão continuamente como controladora de cada frase, de cada palavra. Bem, Robert Ornstein, no seu livro A evolução da consciência, cita o caso do piloto Ayrton Senna. Numa corrida em Mônaco – perigoso circuito de rua –, ele largou na pole e foi acelerando mais e mais, até que parecia estar sobre trilhos, dentro de um túnel. Estava dominado por um piloto automático que o levava a correr mais e mais. Até que, de repente, voltou a si e diminuiu a marcha. Estudos revelaram que nós temos, sim, um piloto automático quando escrevemos ou criamos alguma coisa. Muitas vezes só sabemos que sabemos depois que escrevemos! “Somos uma espécie de personalidade múltipla, organizada e controlada, numa extensão limitada, pelo eu consciente.” Esse eu consciente pode, depois, dar uma guaribada, claro, cortando ou acrescentando.

Por isso, mãos à obra! Deixe rolar a imaginação e solte os dedos no teclado.  O que der na telha é lucro.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h34
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   ÉPOCA - Seu raciocínio lembra os dos personagens da trilogia Matrix. O senhor gostou do filme?
Baudrillard - É uma produção divertida, repleta de efeitos especiais, só que muito metafórica. Os irmãos Wachowski são bons no que fazem. Keanu Reeves também tem me citado em muitas ocasiões, só que eu não tenho certeza de que ele captou meu pensamento. O fato, porém, é que Matrix faz uma leitura ingênua da relação entre ilusão e realidade. Os diretores se basearam em meu livro Simulacros e Simulação, mas não o entenderam. Prefiro filmes como Truman Show e Cidade dos Sonhos, cujos realizadores perceberam que a diferença entre uma coisa e outra é menos evidente. Nos dois filmes, minhas idéias estão mais bem aplicadas. Os Wachowskis me chamaram para prestar uma assessoria filosófica para Matrix Reloaded e Matrix Revolutions, mas não aceitei o convite. Como poderia? Não tenho nada a ver com kung fu. Meu trabalho é discutir idéias em ambientes apropriados para essa atividade.

ÉPOCA - Quanto à arte, o senhor se dedicou a analisar o fenômeno artístico ao longo dos anos. Em que pé se encontra a arte contemporânea?
Baudrillard - A arte se integrou ao ciclo da banalidade. Ela voltou a ser realista, a desejar a restituição da reprodução clássica. A arte quer cumplicidade do público e gozar de um status especial de culto, situação prefigurada nas sinfonias de Gustav Mahler. Claro que há exceções, mas, em geral, os artistas se renderam à realidade tecnológica. Desde os ready-mades de Marcel Duchamp, a importância da arte diminuiu, porque a obra de arte deixou de ter um valor em si. Os signos soterraram a singularidade. Os artistas se submetem a imperativos políticos, e não mais seguem ideais estéticos. A arte já não transforma a realidade e isso é muito grave.

Baudrillard é bom. Se quiser ler a entrevista inteira: http://www.consciencia.net/2003/06/07/baudrillard.htm

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h40
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   Mais do Perec... 1936-1982

Perec era fascinado por palíndromos. Essas frases que podem ser lidas de trás pra frente. Ele fez o maior do mundo, com mais de cinco mil palavras. Salvei, em francês e vou tentar ler.


Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h10
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Amigo, acredite, já joguei muito vôlei. Cheguei a jogar um campeonato brasileiro em Santo André (SP), pela Seleção Paranaense. Mas, o que os caras estão pulando, hoje, é um absurdo. O que fazer pra conter essa gurizada com 2,10m? Aumentar a altura da rede? Não duvido que isso aconteça logo, logo!

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 10h36
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   Conhece o Miran? Que acha dele, Caio, pra ilustrar meu livro? Acho que vou ver se ele topa! Já fiz dupla de criação com o Miran e ganhamos prêmios de propaganda. Ele é un dos maiores artistas gráficos do... Mundo! E vive aqui, entocado em Curitiba.




Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 09h51
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Sem palavras para definir a palavra

Só de olhar em volta dá vertigens. Ela se proclama dona da verdade e da mentira. Compõe, dispõe, indispõe. Atua em hordas, mas amansa ao transpor os imensos portões da cidadela invadida. Vive de brisa e de tempestade. Olha como se nem tivesse olhos ou nenhuma importância vital. A vazão dos rios e o rompimento de suas comportas estão por um fio, por um cio, por um trio. Ou, nada disso. Se dão por enchentes, acúmulo de lixo e areia – dito maldito assoreamento –, rompantes de ventos e terremotos. A palavra está por um triz e nada diz. Nem um a.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h09
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Pingos nos is da chuva que passou

A chuva mostrou quem manda. Você pode tentar colidir, à velocidade próxima à da luz do entendimento, sua vontade de existir mais com a partícula da indiferença do Universo, pode sim. Pode dar com burros da imaginação na água limpinha das poças madrugueiras, pode sim. O chiado dos pneus no asfalto molhado é o que sobrou primeiro da tempestade. O balanço das árvores ensopadas vem a seguir. O claro-escuro-claro do céu fica em terceiro, com louvor. A chuva mostrou quem manda. Disse que não é ela própria, disse sim. Com todas as letras apontou algo lá em cima, além das nuvens. Era sua vontade de existir mais colidindo com a partícula da indiferença do Universo a uma velocidade próxima à da luz do entendimento. E era a ficção nuclear que resultou disso.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h09
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Penso logo, existo daqui a pouco.

Esse é o parecer fiscal desta entressafra de comedidas comédias. Alguém devia ver tudo isso pelo lado avesso do telescópio. E rir. Exceto pequenos insetos, somos nada e refletimos. É preciso agora sacudir o pó das estrelas, desfazer o nó das entranhas, descartar o asfalto das estradas. Os livros empoçam de novo ao pé da mesa e, se ventar, pode acontecer o redemoinho das idéias. Porém, não há um pássaro que não leve no bico a certeza do grão, do alpiste, do painço, da vida. Pensar não é existir. Mas, existir pedra, nem pensar.

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h08
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O verde atravessou a rua

Vinha vindo a mil folhas por segundo. Rodopiando e rindo do vento não viu o automóvel. Fazia uma tarde de sabiás aninhados, muitas nuvens escuras e guarda-chuvas esparsos. Era Primavera: verde-escuro, verde-claro, verde-cinza, verde-azul. Sinais de tráfego lentos e pessoas apressadas. O verde vinha vindo, vindo e rindo. Sem a mão da Mãe-Natureza, perdeu o rumo atravessando a rua. Sem o grito de cuidado com os carros, caiu duro e morto, velado só pelo choro do filhote no ninho.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h07
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Frutos secos e frutas frescas: furtos

Das abelhas larapiamos o mel, das árvores furtamos as frutas, das águas pilhamos os peixes, do pasto surrupiamos os bois. Sempre saqueando e rindo. Cismamos com um coração e dele roubamos o sossego. Sempre na calada da noite traçamos planos. Sempre no claro dia a tocaia e o ataque. Amigos do alheio, inimigos íntimos. Frutas verdes, frutos amargos, almas mortas, alegrias contidas, reservas de dores escondidas. Saque! Sacou? Mel, maçã, minutos, melancolia. A bolsa e a vida.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h06
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   One Brief Moment
Natacha Atlas

Composição: Indisponível

I miss him
that man I almost met
how can it be
that we shared a secret

in one brief moment
our eyes were windows
and in those moments
I hope for him again

his gentle spirit
whispering words
whispering words
to dreams long forgotten

his eyes like candles
in the temple
a mirror to the core of my soul

in some brief moments
we shared a secret
and in those moments
I hope for him again

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h31
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Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h26
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   Não sei o que você acha, mas eu acho fantástica a Natacha Atlas. Tenho um CD com as mais mais dela. E encontrei alguns clipes.
Peguei um trechinho da biografia dela no blogue Divas & Contrabaixos, de Portugal, e, se você quiser conhecer mais, entre no site natachaatlas.net.
”Tem origem egipcia, palestina e marroquina, mas viveu sempre na Europa. Os primeiros anos passou-os no quarteirão marroquino de Bruxelas e foi aí que aprendeu as técnicas de raks charki (dança do ventre) que ainda hoje utiliza em cena. Já adolescente, mudou-se para Inglaterra com a família, e é neste país que inicia a sua carreira como cantora. Fala correntemente francês, espanhol, árabe e inglês. A sua música funde todas estas influências. Mistura ritmos do Magrebe e egípcios com sonoridades ocidentais.
Em 1994 encontra os tecno-world Transglobal Underground e torna-se a sua vocalista principal. É com a ajuda de músicos deste grupo que lança o seu primeiro álbum, Diaspora.

Em 1996 é lançado Halim, uma homenagem ao grande cantor egípcio Abdel Halim . Gafsa é uma canção deste álbum e neste vídeo poderão ouvi-la como fundo musical de uma cena do filme sul-coreano bin-jib (Ferro 3)do realizador Kim Ki-Duk.
Natacha Atlas tem participado nas bandas sonoras de vários filmes: o muito falado Intervention Divine de Elia Suleiman (Palestina); Dunia de Jocelyne Saab (um filme que se tornou polêmico no Egipto por abordar a questão da excisão feminina).

Em 1999 aparece Gedida, o álbum que inclui a famosa canção Mon Amie La Rose. A sua interpretação desta canção de Françoise Hardy tornou-a famosa em todo o mundo, oriente e ocidente.

Em 2001 ela lança outro álbum, Ayeshteni. Seguem-se Put A Spell On You em 2002 e Something Dangerous em 2003. Finalmente, em 2005, é editado um best of que reúne as melhores canções de Natacha Atlas.”


Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h14
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