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NEOpseudoSUPRAhiperULTRAsuperMEGApower do Werneck |
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COMO ERA PERTO QUANDO A GENTE SE ENCONTRAVA A APENAS 10 ANOS/LUZ UM DO OUTRO. Você se lembra? Tudo era tão perto. A galáxia do vizinho botava ovni amarelinho e qualquer extraterrestre era bem-vindo pra um cafezinho. Pois é, amigo, as coisas mudam. Como dizia o velho Roberto Carlos, até as estrelas mudam de lugar. Agora, sinto muito, mas moro mais longe um pouco. Nem venha com anos/luz que eu já estou de megaparsecs, nem venha de míssil que já tenho bomba de nêutrons. Nem venha de ditador da Coréia que já passei de 60 megaparsecs. Sem essa de Universo homogêneo e isotrópico. Sartei de banda! Bote aí no seu caderninho, isso que chama de agenda, 1 megaparsec é igual a 3,2 milhões de anos/luz. Vai encarar? Astronômico é pouco. Sou superhipermegaparsec! Tchau!
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 15h11
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 Olha aí a cara do Georges Perec, escritor francês, autor de Vida - modo de usar, que a gente não encontra em lugar nenhum: nem sebo, nem livrarias.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h51
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Gracias a Pablo Picasso
 A Célia e eu fomos ao MON – Museu Oscar Niemeyer, conhecido como Museu do Olho, ver a exposição de gravuras de Pablo Picasso, no último dia ‘de grátis’. Domingo frio e chuviscado. E lá estavam as 92 obras, colocadas duas a duas, uma em cima e outra embaixo, ao longo das três paredes da sala. A gente anda em fila, olhando e respeitando a faixa branca no chão: Não ultrapasse! Os desenhos são cheios de detalhes, mas não se pode ficar parado muito tempo. A fila tem que andar. E logo ela estava imensa. E nós íamos admirando os desenhos como dava. Pra mim, o que importa é que Picasso vivia pra criar coisas. Diz no folheto que ele fez cerca de 2.200 gravuras com as mais diversas técnicas. E ele mesmo diz que nem sabia o que ia desenhar: corria o lápis e a história ia se criando. Passava horas e horas desenhando, observando as criaturas no papel e as loucuras que elas cometiam. Fantástico!
Aí, a Célia e eu pegamos, de carona, a exposição cubana. Putz! É um resumo, em ordem cronológica, dos artistas da ilha. Muito bom! Quadros com muita força e beleza. A Célia adorou uma paisagem muito verde e detalhada. Trabalho minucioso e instigante mesmo.
 E gostou bastante desse desenho a carvão sobre um tecido de cortina, de Roberto Fabelo. E nós vibramos com essa granada, de um metro e noventa de altura, cheia de gavetas, de Los Carpinteros.
Talvez uma boa tumba para Fidel Castro! Numa outra sala tem Siron Franco de última safra (2006). Quadros enormes e com resultados um tanto desiguais.
Foi um domingo legal, sem faustão. E depois fomos comer salada italiana com pão italiano e mais um pouco da feijoada que sobrou de sábado. Viva! Gracias a Pablo Picasso!
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h27
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Cuidando dos bichos

Até de bichos de pelúcia se cuida. Esses são da Carolina, filha da Célia.
Quem quer um bicho de estimação, tem que cuidar. Esse é o lema, não é a lesma. Aqui onde moro tem três cachorrinhos. Dois apareceram do nada e o terceiro foi a filhinha da dona do prédio que adotou na feira de filhotes. Só que eles nem sabem pra que têm os cachorros. E três! E eles crescem, precisam comer, tomar água, vacina e vermífugo. Mal e mal dão restos de comida. Bem, comprei ração e dou a eles. Dou água! E eles estão crescendo e querem mais espaço. Soltaram no quintal, lá embaixo. Claro que eles sujam tudo. São três fazendo necessidades a toda hora. É kafkiana a relação dos donos deles com eles. Parece que os cachorros são necessários e urgentes. Falei que eles não cuidam e a dona desconversa. Disse que na primeira saída pra rua, adeus! A rua da frente é uma via rápida! Trocentos carros por hora. Falei que eles sujam tudo e que precisam vacina e vermífugo. A mulher diz que vai dar, vai dar. E nada. E eles dormem sobre panos sujos e úmidos. Mas, eu trato deles como posso. Dou ração e água. Outro dia, acabei de chegar em casa e chamei os cachorros pra dar comida. Lá da casa do fundo, um cara que eu não conhecia (morador novo) me perguntou de quem eram os cachorros. Eu disse que eram da dona. Ele disse que os bichos estavam fazendo cocô por tudo e que ele ia dar um fim neles. Acredite, ele tinha uma picareta nas mãos (estava capinando com ela) e disse que mataria os bichos se eles continuassem “enchendo a frente da casa de merda”. Ele berrou que não tinha pena e meteria a picareta neles! Na hora, eu não soube o que dizer. Não sei quem é o cara, o que faz, de onde veio. Entrei, peguei a ração, dei pros cachorros e fiquei quieto. Já disse que não gosto de quem não cuida dos animais de estimação. Numa outra vez, quando outro cachorrinho gritava por comida no quintal, eu mesmo o peguei e dei pra quem podia cuidar. Escondido, pus numa caixa e levei embora. A Milena arrumou um colega de faculdade de agronomia que tem chácara e gosta de cachorros. Ninguém reclamou. Mas, o que o cara da casa dos fundos prometeu fazer me assustou. Tenho vontade de achar donos que cuidem deles. Não me sinto bem discutindo com um cara que tem uma picareta nas mãos. Se ele é capaz de matar cães, o que não poderia fazer com simples humanos?
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h23
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