NEOpseudoSUPRAhiperULTRAsuperMEGApower do Werneck
  

Stefan Zweig diz que este poema do Rimbaud é o mais belo da língua francesa:

Pas les beaux soirs d’été, j’irai dans les sentiers
Picoté par les blés, fouler l’herbe menue:
Rêveur, j’en sentirai la fraîcheur à mes pieds:
Je laisserai le vent baigner ma tête nue.

Je ne parlerai pas, je ne penserai rien…
Mais un amour immense entrera dans mon âme,
Et, j’irai loin, bien loin; comme
un bohémien
Par la Nature, — heureux comme avec une femme!

(1870)

 

Nas belas tardes de verão, pelas estradas irei,
Roçando os trigais, pisando a relva miúda:
Sonhador, a meus pés seu frescor sentirei:
E o vento banhando-me a cabeça desnuda.

Nada falarei, não pensarei em nada:
Mas um amor imenso me irá envolver,
E irei longe, bem longe, a alma despreocupada,
Pela Natureza — feliz como com uma mulher.

Esqueci de dizer que Rimbaud escreveu aos 15 anos, putz!
Aos 18 já havia dado um chega pra Arte e deixado todos os outros poetas na poeira de estrelas.

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h47
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Provérbios ao Shoyo

*       >A adversidade joga contra você, mas torce a favor.

*       >A derrota é bebida amarga, porém vai bem com tira-gosto da indiferença.

*       >A desconfiança e a culpa geram filhos acéfalos e cheios de dedos.

*       >A juventude é a melhor época da vida quando não se tem outra escolha.

*       >Aquele que não gosta de ler é que fala bem dos livros.

*       >Aquele que só ouve elogios acaba ficando cego.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h22
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*       >As bênçãos voam alto, as desgraças cagam na cabeça delas.

*       >Cada pessoa é um grão de areia, a multidão é o mar de ressaca.

*       >Cuidado com quem tem língua afiada e espada cega.

*       >Um inimigo declarado vale por dois amigos enrustidos.

*       >Defeitos e virtudes jogam no mesmo time, mas têm salários diferentes.

*       >Melhor ser cético do que antisséptico.

*       >Procure conhecimento barato e verá como é cara a ignorância.

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h21
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Segunda-fera:

 

“Nossos próprios sentidos resistem e são hostis ao que é novo; em geral, nos processos mais simples da sensibilidade, já dominam as paixões, como o temor, o amor, o ódio, inclusive essa paixão passiva, a preguiça, – Um leitor de hoje não lê todas as palavras (ou todas as sílabas) de uma página – sobre vinte palavras, toma no máximo cinco ao acaso e por essas cinco, adivinha o sentido suposto. De igual modo, não vemos uma árvore de uma maneira exata em seu conjunto, detalhando suas folhas, seus galhos, sua cor e sua forma; é muito mais fácil imaginar aproximadamente uma árvore. No meio dos acontecimentos mais extraordinários, agimos ainda da mesma forma: inventamos a maior parte da aventura e não é praticamente possível nos obrigar a assistir a um acontecimento qualquer, sem dele ser os “inventores”.” (...)

 

Esse cara escreveu isso lá por 1800 e bolinhas.  E eu aqui achando que era novidade ter medo do novo e “ler na diagonal”. Assim falou Friedrich Wilhelm Nietzsche, que nasceu em Röcken, Alemanha, em 15 de outubro de 1844. Por obra e desgraça da sífilis (1866), não conseguiu realizar o grande sonho de casar com a musa daquele século, Lou Andreas Salomé, e por isso viveu na solidão e no sofrimento. Morreu em 1900.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h15
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Fábulas demenciais 13

 

O tatu entrou num curso rápido pra Sábio Classe C, sob a doutrina emergencial Trama Caprina. Esbarrou, em algum momento, na cadeira de Resistência de Materiais e ela quebrou. O professor Wolf, de origem desconhecida, semeou discórdia entre seus pupilos pra ver se colhia grana preta. O gnu teve acesso de risos quando soube que Sócrates não era um prato-feito. O elefante soltou um palavreado floreado e cachimbado pra provar que a razão é fruto básico das contradições entre a fatalidade física temporária e a agressão espiritual como um todo. Frise-se: como um todo. Nada predizia um final tão envolvente e satisfatório. O tatu, contrariando as bases, passou com méritos por baixo da porta. No seu currículo pode-se ler solenemente a verdade em seus múltiplos arredores. Um psiu entrou na história, mas foi abafado por diversos assombros malévolos.

 

Moral: O acaso pode criar heróis semeando caracóis orgânicos.

 

Fábulas demenciais 14

 

O lince acordou cedo fazendo citações acústicas. Baseado em fatos supostos e boatos críveis, sua mulher propôs que ele verificasse a origem das formigas na pia e ele disse, em alto e bom som, que o eco dos grandes acontecimentos repercurte-cute-cute-ute por muito tempo-empo-empo-em na alma-alma-alma-ma das gerações-ões-ões-ões. E ficou-ou-ou-ou por isso-isso-is mesmo-esmo-esmo. Às três horas chegaram os convidados e ninguém soltou um pio a respeito das propostas de conscientização coletiva. A arara e sua prole sonhavam com uma obra aberta e fizeram questão de provar o manjar de amora. O sósia do gafanhoto manteve o cachimbo aceso por 22 minutos sem perder o fio do discurso sobre Por que as bruxas não gostam de revelar a identidade. O total da conta foi de 22 dólares, pagos em espécie extinta-tinta-tinta-inta.

 

Moral: A idéia não tem corpo, mas pode dar uma mãozinha.

 

Fábulas demenciais 15

 

Cerca de mil adeptos do ocultismo (não) participaram da Feira Anual das Vaidades. Um bando de avestruzes foi o primeiro a (não) dar as caras. O pavão escreveu lá longe um livro de sonetos e (não) engoliu um relógio de ouro cravejado de diamantes. Haveria distração pros filhotes de codornas com uma prova de salto em distância simulada. Porém, eles ficaram no meio das capoeiras. No norte da Itália, num hotel suspeito, a pata dianteira do gato (não) ficou presa num momentâneo cataclismo que se expandia desde a antiga Pompéia. Os membros da seita Bruxas e Gnomos Movediços, além de inúmeras autoridades (não) revelaram sua profunda ficção científica diante do caso e (não) tiraram os carros da garagem. Dizem que durante a cerimônia maior, uma nota musical levitou (ou não) e mostrou (ou não) as roupas íntimas.

 

Moral: De bagre ensaboado, (não) se olha os parentes.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h13
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Fábulas demenciais 16

 

Ninguém tem prova, porém o arbusto que produz rosas não pode ser surpreendido quando faz seu desjejum. Isso foi o que disse um coelho de raça ao ser interpelado por dois burros de plantão. Ele carregava injustiça pra vender aos governantes, inveja pros subalternos, fraude pros comerciantes e astúcia pras mulheres. Os burros riram muito e avisaram que o rio estava cheio demais e a ponte havia caído. O coelho tirou da cartola toda a ignorância da juventude e atravessou a nado. No meio das águas turbulentas, a carga que ele trazia misturou-se. No outro lado, quando entregou o pedido a cada um dos pedintes, a inveja havia se perdido, a fraude foi parar nas mãos dos subalternos, a astúcia agarrou-se no cangote dos governantes e a injustiça caiu nas garras das mulheres. Enfim, a magnanimidade, pelo tamanho, bem que podia servir de ponte, mas declinou do convite.

 

Moral: A verdadeira eloqüência tem faróis de milha e de libertinagem.

 

 

Fábulas demenciais 17

 

O sapo resolveu fazer uma grande liquidação de saldo e retalhos. Desse modo, na segunda-feira, entrou com os papéis pra montar a loja. Tudo nos conformes, as focas acharam que no lugar em que ele escreveu ‘indícios de adulteração nos produtos’, ficaria muito melhor ‘tudo a preço de banana’. Um urso metido a programador de rádio concordou em emprestar seu filho pra receber safanões e rasteiras diante dos consumidores. O episódio que ficou gravado na memória de todos foi aquele em que a Essência da Sabedoria Oriental mudou o Caminho das Oito Sendas pra Atalho das Duas Sendas. E, em seguida, aboliu cinco dinastias chinesas por motivo de contenção de despesas. No setor de Pegue Três, Pague Quatro, o que saiu mais foi a expressão Imbuídos pela Benevolência. Em segundo lugar ficou a frase Vivamos unidos pela prática do Bem. Ao trinta anos, o sapo resolveu que era tempo de encerrar a vida artística e dar largas à imaginação. Comprou um par de sapatos enfeitado com gotas d’água das pétalas de lótus.

 

Moral: A Associação Britânica para o Avanço da Ciência tem fins lucrativos e sentimentais.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h12
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Fábulas demenciais 18

 

O hipopótamo veio com a idéia de se obter dados estatísticos sobre as reações do dedo mindinho diante de um nariz. Os buldogues alemães ficaram com o cetro máximo. A reação básica deles é sempre provar que, depois de dois chopes, o caminho mais curto até o banheiro é uma árvore. O grau de tristeza da população de bisões foi devidamente assimilado e trocado em miúdos: rins, moela, pâncreas e piadas de patos. Os voluntários do Reino Unido fizeram tomografia do Projeto Grécia de Péricles e constataram rachaduras nos joelhos. Não havia tempo pra mais nada. O hipopótamo distribuiu convites inversamente proporcionais ao número de participantes e obteve significativo equilíbrio de forças entre o previsto e o imprevisto numa prateleira de tomates. Nomes como Grombowski, Bianchot, Makokov, Bolognot e Batouleq nada acrescentaram e até tiraram brilho dos móveis. Houve até quem protestasse pela presença de Kawataba na população flutuante.

 

Moral: A compaixão é um animal de pernas retráteis e refratárias ao calor.

 

 

Fábulas demenciais 19

 

O grilo notou que a natureza dotou as criaturas com o dom da palavra. Diante do fato, ficou até sem palavras pra expressar sua admiração pela descoberta. O leão foi chamado pra presidir o Grande Júri e podia ter quantos jurados quisesse. Escolheu ditatorialmente um casal de cigarras bem afinadas e só. Foi um erro. Tellerand afirmava que as duas forças que ele mais respeitava e temia eram: o porco que sabe dominar multidões e a borboleta bonita. No casal de cigarras, essas forças se evidenciaram quando o leão julgou o chefe da nação. A gravata dele combinava com o contra-senso da camisa verde dissimulada pelo talento pra realizar patranhas. Hoje, Tellerand mudou de opinião, graças à intraduzibilidade das piadas mudas do idioma inglês. Ele notou que os morcegos dormem de cabeça pra baixo por causa de uma retidão de princípios morais. O que é muito louvável nos dias que correm.

 

Moral: O indivíduo é a muleta que sustenta seu amor impróprio.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h10
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Fábulas demenciais 20

 

Entre um peru cretino e um orangotango cínico deve-se preferir o cretino: é menos pesado. Tal foi a cláusula geral a que chegaram os animais reunidos na clareira, ao redor de uma fogueira, na noite de sexta-feira. O veneno da cobra foi fartamente distribuído e em pouco tempo havia os que destilavam palavras de apoio e de destruição. O gato resolveu não fazer donativos, sem nenhuma justificativa. Lá fora, na paisagem, as gerações rurais e industriais confrontavam-se e exalavam personalidades do tipo edípico e narcisista. Ninguém quis assar o caráter psicológico de segunda mão e, muito menos, uma simples hipótese sem ossos. Se se traçasse um perfil humanamente acessível da questão e dos participantes, ficaria evidente que a estandardização e a globalização aumentariam os níveis de competitividade e o peru cretino iria pro chuveiro mais cedo. O camelo tentou, por meio de cordas vocais, elevar o ócio à categoria de arte, criatividade e liberdade. O urubu de baixo cagou na cabeça do de cima e o riso geral embarcou no porvir de fenômenos radicalmente diversos.

 

Moral: Quem labuta das 8 às 18, não mama na onça ou compra couve.

 

Fábulas demenciais 21

 

Eram sempre os mesmos problemas e as mesmas comidas. Por isso, antes da nova jornada, o jacaré resolveu mudar o diapasão e as gôndolas. Pensou com seus mil botões: ‘Talvez a ciência moderna nos capacite a ver problemas filosóficos sob nova luz’. Ficou logo na escuridão total. O que viria a ser ‘ciência moderna’? E ‘problemas filosóficos’? Quem pagaria a conta da nova luz? Sem se mexer, o jacaré levou o problema às alçadas superiores. Mentalizou um gordo quebra-queixo que bebia calmamente no rio e passou a língua nos grandes lábios. Pronto, acabaram-se os problemas filosóficos, ele pensou. O sol inclemente baixava éditos de luz e calor. A paisagem cheia de cores entoava hinos de glória, glória à natureza. Num rincão distante, além das montanhas verdejantes, o tucano cismava: ‘Se você ouve um ruído agudo e vê, simultaneamente, uma luz brilhante, com o tempo o ruído sem a luz contrairá suas pupilas’. E largou o osso.

 

Moral: A cadeia alimentar da realidade de uma cadeira consiste em prótons e elétrons.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h08
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Fábulas demenciais 22

 

Tendo em vista as discrepantes e acachapantes causas da sua insônia, o elefante resolveu cortar com adaga afiada o adágio que dizia ‘quem é infeliz, cai de costas e quebra o nariz’. Ele consultou um experiente mocho sobre as variedades de sono encontradas em seu jardim. O mestre cavou uns buracos aqui e ali e extraiu dois grandes relógios. O primeiro marcava sete e quarenta e cinco. O segundo apontava para o Norte e repetia que ainda era cedo, cedo, cedo! Com sua memória de amendoim, o elefante, a princípio, não entendeu a charada. O mocho, por sua vez, deu de ombros e asas e retirou-se solenemente. Puxando pela raiz semântica, o elefante sacou que tudo era uma questão de sapiência e elegância. Adivinhou o sono pousado no galho mais alto do armário da sala. Munido de uma causa primeira, sacudiu a roseira e viu logo o chão atapetar-se de adágios de outras eras. O que mais chamou sua atenção foi ‘quem tem rabo de palha, não cria cachorro’. Aí entendeu, finalmente, a questão de aritmética que deixara em branco no Ensino Fundamental há 35 anos.

 

Moral: Quem tem pena de angu, o rabo encurta.

 

Fábulas demenciais 23

 

O ganso nunca deixava em casa sua pose de romancista. Saía a passos miúdos e cheio de palavras rebarbativas caindo pelas algibeiras. Essa presença magnífica significava, pros transeuntes, que ele se preparava pra abandonar sua devoção a Apolo, o deus da cultura, e embarcar nas ondas sonoras de Vênus, a deusa do amor. O ganso não tinha computador e escrevia, ao mesmo tempo, com o coração e com a cabeça. As frases simples pululavam cheias de retórica bombástica e os primeiros personagens possuíam o misticismo doentio dos sentimentos petrificados. Ao passar pela Quinta Avenida, o ganso foi visto por um séqüito de gatos e teve que entrar na primeira livraria que encontrou. Seis anos depois foi adquirido na liquidação de ponta de estoques e de facas. Viveu, dali em diante, sem eira nem algibeira. Seu mais profundo pesar foi não ter conseguido ‘um afastamento sensível do espelho abstrato de um céu visionário’. Isso o deixava, literalmente, com dores no fígado. E está nos anais da literatura comparada com carne moída.

 

Moral: Quando pintar o ‘eterno feminino’, use batom de cor forte.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h07
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Fábulas demenciais 24

 

O cão Balzac dividiu os povos do mundo em agentes, pensadores e videntes. Às três da tarde, ele recebia os agentes, às cinco e quinze palavreava com os pensadores e só às duas e treze da madrugada tinha tempo pros videntes. Só que esses últimos já estavam cansados de esperar e previram catástrofes. O cão Balzac não temia nada e arremetia contra os passantes que não somavam nem diminuíam a questão. Um casal de arapongas, seus vizinhos, viu quando ele comprou louças, tapetes, medalhões, quadros e candelabros. E quando mandou desempacotar tudo no meio da rua. Ele mal conseguia pronunciar filantropia, pois havia contraído a febre do trabalho. Além do que, contratou homens bastante fortes pra carregar sua fraseologia pesada e cambaleante. Conta-se à boca pequena que a gata Hanska já havia se cansado de tanta papagaiada e armou um joguete de cartas marcadas. O cão Balzac se candidatou a moribundo e foi eleito. Deixou no ar uma frase que ninguém nunca esqueceu. Só eu.

 

Moral: Existe uma sede incoercível de êxito material, porém a fonte secou.

 

Fábulas demenciais 25

 

O marreco, contando com uma vontade férrea e dez centavos, resolveu montar um time de futebol. Chamou a turma e escalou. Dois elefantes na boca do garrafão, uma águia servindo de pivô e oito patativas partindo no contra-ataque e pedindo esmolas pelas ruas. A garça macho enviuvou nesse período e pediu pra não jogar. As regras foram distribuídas e ficou acertado o primeiro jogo contra o time do brejo. O marreco tinha na cabeça o posicionamento em campo e a teoria: o universo move-se prum fim lógico e esse fim não pode ser um time organizado como o nosso, logo, vamos ganhar por WO. Quem teve a oportunidade rara de estar vivo naquele tempo, conta maravilhas do casamento entre a arte e o artesão nos textos românticos de M. de Bièle. Não foi o caso de centenas de bois e vacas que pastavam na Pérsia. Nem das manadas de zebras que serviam de antepasto pros leões nas savanas africanas. Enfim, quase ninguém viu o jogo. O marreco, muito depois, acertou ponta e placê no último páreo do Jockey. E vibrou.

 

Moral: Elevar-se da visão à ação é alcançar a maturidade pelo corredor polonês.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h06
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