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NEOpseudoSUPRAhiperULTRAsuperMEGApower do Werneck |
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Fábulas demenciais 10
Fazia um dia totalmente ímpar e sem lusco-fusco. Uma hora demorava uns seis dias pra passar e os ausentes estavam todos à porta. O bem-te-vi saiu da toca e nadou até o posto de gasolina mais próximo. Nada parecia abalar a situação dos ovos na praça. O quati deu bom dia caloroso ao bem-te-vi e cobrou, sorrindo, sua participação na votação pra síndico da árvore enquan-to abastecia o veículo. O bem-te-vi era portador da maior simplicidade e não se abalou com a cobrança do quati. Afinal, eram amigos há décadas e um arranhão na amizade deveria sumir em uns seis ou setes anos. Não mais. Aproveitando a deixa, a coruja que passava por ali fez menção de se aborrecer, ficando totalmente ao lado do quati. Ela, inclusive, passou os dados da discussão para um bando de chupins que pastava na rua. Formou-se, em menos de cinco dias, uma confusão sem precedentes. Setenta casas foram incendiadas, doze panificadoras tiveram as portas arrombadas e oito donzelas receberam voz de prisão. A polícia foi chamada, mas passou a ocorrência pro jardineiro. Este, sem mais nem porém, tomou posse no car-go de prefeito e se mudou pra cidade mais longe. E ainda faltavam quinze pra meia-noite.
Moral: Há males que nem precisam vir pra piorar.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h08
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Fábulas demenciais 9
A ratazana ia tangendo um bando de patos rumo ao lago. O céu estrondava de azul e o sol servia luz quente em ondas cíclicas. O verde se estendia pelas nuvens, a grama arrulhava. Tudo pendia para um dia sem contorcionismos e de puro lazer. O bando marchava salutarmente e o caminho encurtava a olhos vistos. Na beira do lago descansava um boquiaberto e lúdico jacaré. Os dentes serrilhados, os olhos fixos, a couraça estúpida. A ratazana prontamente ordenou que o bando parasse. Protestos generalizados. A muralha não se movia um fiapo. O caminho estava bloqueado. A ratazana tentou diálogo, mas o poço de ignorância não tinha fundo. Num piscar de olhos, ela teve um brilhante pensamento. Cochichou no ouvido do jacaré que um belo veadinho estava bebendo água despreocupado e era caça fácil. O jacaré nem se moveu. Numa segunda tentativa, a ratazana ofereceu o último livro de um famoso escritor de auto-ajuda. Nem um movimento. A ratazana o xingou de ocioso ao sol, de obstruidor da passagem de cidadãos honestos em dia de descanso. De repente, passou logo na estrada acima um carro de som anunciando liquidação de geladeiras no Hipermercado Vaca Amarela. O bando dispersou alvoroçado. Uma lágrima rolou dos olhos do jacaré. Ele estava desempregado.
Moral: Tem histórias comoventes de coisas que nem se movem.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h07
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Fábulas demenciais 8
O urubu apresentou suas credenciais pra assistir ao jogo na arquibancada superior. Foi vetado e entrou com pedido de habeas-corpus. A questão foi levada ao supremo defensor de causas perdidas e entrou em convulsão. O urubu, ele mesmo, não tinha pressa. Apenas exigia urgência máxima e solução agilizada, por parte dos outros. O Dr. Panda foi escolhido pra arbitrar. Sua cabeça felpuda apareceu acima dos umbrais e uma pergunta não quis calar: ‘O que fazer com o sofá de três lugares na hora da divisão dos bens?’ A sugestão mais cabível não coube: rearrumar os livros todos por ordem de conteúdo. Os magros, na frente. Os salgados, no lado direito. Os claudicantes, bem no centro. O urubu quis ponderar. Encheu-se de brios e procurou uma palavra que rimasse com pára-quedas, nos dois sentidos. Ou, ‘pesquisador de mentalismos rústicos’ com sete letras.
Moral: Aparar arestas não justifica qualquer flashback de ida-e-volta.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h05
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Fábulas demenciais 7
O urso acordou com ganas de pôr fogo no mundo. Pegou o martelo, cinco cabides e foi até a janela. Ele havia sido psicologicamente influenciado por uma goteira no paiol e agora só tinha um pensamento: o mundo é um lugar de loucos, anúncios de jornal e bicicletas de corrida. E as últimas estavam estacionando no lugar do chefe. O discurso foi breve e contundente. As palmas do lado direito conflitaram com as vaias do lado esquerdo. O centro permaneceu ouvindo o Concerto em Dó Maior, de Schubert. O urso desceu do púlpito para o divã do psicanalista e acessou a página do historiador Dr. Macaco. Todos os estados introspectivos da alma estavam ali, despojados, vibrantes, convidativos. Contou trinta e cinco caroços na laranja, fora os que havia engolido. Ao amanhecer, ergueram monumento às dez baleias que se suicidaram na praia.
Moral: Os mistérios se revelam em charadas e algodão doce.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h02
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Fábulas demenciais 6
A loba vestiu-se com toda pompa e foi à Feira de Cosméticos. Ela entrou no pavilhão e não demorou um segundo para que os comentários desairosos aflorassem. Falaram da lipoaspiração, do botóx exagerado, da maquiagem carregada, dos filhos malcriados dela, do fogão de seis bocas novo. Ela desfilava tranquilamente e escolhia as tonalidades para a próxima estação. A cotia riu desbragadamente das botas de marfim da loba. A rã esborrachou-se de chorar pela bolsa de cortiça com aplicações de pompons cor-de-rosa. O gnu tomava sua cerveja e nem notou que o jogo da televisão era ao vivo. A loba encomendou cinco potes de creme de maçã com bacon e se foi. Falaram um pouco mais da extravagância dela, mas ninguém notou a bela e caríssima pele de cordeiro que ela vestia.
Moral: A falta de uma boa cúpula inviabiliza uma base sólida.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h02
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Fábulas demenciais 5
O jacaré foi pra clínica de repouso treinar pra Maratona Anual dos Amantes do Óbvio. No caminho pro quarto cruzou com diversas caras, sombras e vozes desconhecidas. Não entendeu a notícia que ouviu no rádio e continuou tranquilamente a beber o manual de literatura médica e acondicionamento ideal pra transcendência científica. Seis da tarde, a campainha soou como um grilo doido. Ele socorreu o telefone, mas a porta é que pediu ajuda mais urgente. O sério Dr. Orangotango trazia as sorridentes notas do seu teste de Inteligência Artificial. Nada mais havia a ser feito: a cirurgia emergencial foi marcada pro final do ano. O jacaré reconheceu a mãe por trás do vidro, acenou e obteve resposta. O Dr. Orangotango era um médico muito respeitado nas rodas de samba das sextas-feiras. Tudo estava se encaminhando a contento. Menos as horas.
Moral: As aflições se ligam por hífen antes de r, s, h.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h01
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 Sharapova fora das quadras, mas dentro do esquadro!
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h46
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NÃO SEI ONDE ESTÁ MAIS FRIO : em CURITIBA ou no BLOGUE!

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h44
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Fábulas demenciais 4 (republicando)
O ornitorrinco soltou um pum no meio da reunião de condomínio. O síndico, Dr. Lince, pediu a palavra e a enfiou no vaso de begônias. Discutiu-se por dez horas se o pum seria lavrado em ata e acrescentado à conta da pintura das gárgulas e lambrequins. Por cinco votos a seis, devidamente tabulados, a preferência recaiu sobre ‘deixar soltos os cães durante as festas infantis’. Sem nada a acrescentar, de ambas as partes, a reunião durou só mais cinco dias. O ornitorrinco, alegando ‘dissonância cognitiva’ não compatível com o momento anterior, retirou-se para o Canadá. A vaca emocionou a todos com sua lírica. A onça serviu canapés e desligou o ventilador. O búfalo olhava atentamente a cena e riu quando viu cair por terra o bordão ‘senta que o leão é manso’. Não se tem muita certeza, mas acredita-se que todos tinham alguma coisa em mente.
Moral: Há que se considerar os preâmbulos e os atos dispersos.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h42
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Fábulas demenciais 3 (republicando)
O coelho viu a cobra passar de bermuda e toalha de banho, indo na direção da praia. Ele perguntou: — Aonde vai? E ela: — Vou ao museu, ver as roupas da nova estação. O coelho ficou de olho e viu que ela, na verdade, foi na direção da revendedora de automóveis da esquina. ‘Ah, pensou ele. Queria me enganar dizendo que estava apenas a caminho da praia. Claro que era mentira. De bermuda, sandálias e toalha de banho... só podia estar indo comprar carro.’ Ele se felicitou pela esperteza e saiu dando seus pulinhos até que foi interpelado pelo jabuti: — Ah, indo ao mercado, heim! O coelho, lembrando que a cobra o havia enganado, corando, disse: — Nada disso. Estou apenas testando meu novo computador de bordo. O jabuti se fez de satisfeito, mas, tão logo o coelho desapareceu, pensou: ‘De guarda-chuva roxo e chapéu de palha e acha que não imagino que está indo pro jogo de cartas.’
Moral: Aonde a casa vai, o boi vai atrás.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h40
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Fabulas demenciais 2 (republicando)
O porco tirou férias e resolveu viajar pelo mundo. Abriu a porteira da fazenda, pegou a estrada e, logo adiante, numa encruzilhada, bateu num vaga-lume. Anoitecia e o vaga-lume estava com problema de lanternagem, pois não piscava. O porco, sem cinto de segurança, foi lançado dentro do riacho. O vaga-lume pegou o celular e, embora com a lataria bem amassada e sangrando, chamou a companhia de seguro. O porco não tinha seguro, pois achava que não choveria durante as férias. Juntou uma porção de curiosos pra ver o desfecho da questão. E, mais tarde, ao som de grilos e orquestra de sapos, houve um baile em homenagem à rainha da estação: a pata. O porco jogou truco e serviu a feijoada.
Moral: As leis do trânsito não funcionam sem bom óleo lubrificante.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h39
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Duas quentinhas de Inverno
Estar no lugar certo, na hora certa e fazendo a coisa certa, não quer dizer que tudo não possa dar errado.
Religião é o negócio da alma.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h36
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Fábulas demenciais (republicando)
O elefante, depois de um namoro tórrido e um noivado breve com a formiga, resolveu que deviam juntar os trapos. A formiga tinha uma casinha ajeitada e combinaram que o elefante levaria suas coisas pra lá. Na primeira semana, o elefante viu que a casa merecia uma boa pintura nova. Ele foi à garagem, pegou a escada que havia trazido e encostou na parede da casa. Só que a escada era muito, muito grande e passou toda vida do telhado. O elefante subiu com pincéis e tinta até o topo da escada e pintou o céu inteiro de amarelo.
Moral: Amor: nem tanto ao céu, nem tanto ao pinel.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h34
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Enquanto a Era Dunga passa, a caravana pára.
Felizmente, não temos mais clima pra ditadura militar.
Infelizmente, não temos clima nem pra democracia.
Em casa de gambá, Chanel é maldição.
Renóbio é um prenome do caso oblíquo.
Pra ser difamado, nem é preciso ter-se fama.
Pra ser amado, nem é preciso amar.
Pra ser esquecido, sim, é preciso ter existido.
A maratona da História virou corrida de cem metros com barreira.
O lobo é o lobo do lobo. O resto é antropocentrismo barato.
A escuridão pode viver muito bem sem a luz. Já a luz não viveria se não houvesse antes a escuridão.
O homem é um animal que pensa mais do que melhora. E melhora mais quando não pensa.
Os fins justificam os meios. Mas, condizem com o começo?
A História é uma vã tentativa de parar o tempo sem descer da carruagem.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h29
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“Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer." (Graciliano Ramos)
Bem, o mestre disse. Mas, eu acho que a palavra é até um enfeite bonitinho e, se tiver som, é melhor ainda.
W,
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h24
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Mais das 100 melhores 'primeira linha' de livros: ( tá gostando? tá achando chato? tá nem aí?)
24. It was a wrong number that started it, the telephone ringing three times in the dead of night, and the voice on the other end asking for someone he was not. —Paul Auster, City of Glass (1985)
25. Through the fence, between the curling flower spaces, I could see them hitting. —William Faulkner, The Sound and the Fury (1929)
26. 124 was spiteful. —Toni Morrison, Beloved (1987)
27. Somewhere in la Mancha, in a place whose name I do not care to remember, a gentleman lived not long ago, one of those who has a lance and ancient shield on a shelf and keeps a skinny nag and a greyhound for racing. —Miguel de Cervantes, Don Quixote (1605; trans. Edith Grossman)
28. Mother died today. —Albert Camus, The Stranger (1942; trans. Stuart Gilbert)
29. Every summer Lin Kong returned to Goose Village to divorce his wife, Shuyu. —Ha Jin, Waiting (1999)
30. The sky above the port was the color of television, tuned to a dead channel. —William Gibson, Neuromancer (1984)
31. I am a sick man . . . I am a spiteful man. —Fyodor Dostoyevsky, Notes from Underground (1864; trans. Michael R. Katz)
32. Where now? Who now? When now? —Samuel Beckett, The Unnamable (1953; trans. Patrick Bowles)
33. Once an angry man dragged his father along the ground through his own orchard. "Stop!" cried the groaning old man at last, "Stop! I did not drag my father beyond this tree." —Gertrude Stein, The Making of Americans (1925)
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h20
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Pra esquentar o frio curitibano:
Por que a mulher fala tanto? Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que os homens usam em média 1.500 palavras por dia, enquanto as mulheres usam, no mínimo, 3.000. No congresso onde o estudo foi apresentado, uma mulher levantou e disse: — Lógico que as mulheres falam o dobro que os homens. Nós temos que repetir tudo o que dizemos para que os homens entendam! E o apresentador perguntou: — Como assim?
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h15
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Frases sem pé nem orelhas
Mais vale ter um conjunto coerente de erros do que uma banda desafinada de acertos.
Deus criou o sol. O pôr-do-sol veio por ocaso.
O acaso não pega ônibus.
Quando a carência é prolongada o gozo é imediato.
Quem tudo perde, tudo quer.
Livre como um táxi bandeira dois.
A vida também passa na televisão, mas em horas mortas.
Ser achado por uma bala perdida é encontrar o outro lado da vida.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h01
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O sol é uma ave de muitos bicos
(Peça em um ato)
Ergue o pano. Ou vai pro lado. Noite. Entro eu:
— Bom dia, Beckett! Lindo dia de sol, né? — Lindo sim, parece que vai chover, neck? — Tá inspirado hoje! — Culpa da minha gravata listrada. Odeio listras. — Por que não comprou uma lisa? — Ela queria vir junto com um terno de microfibra. Não uso terno. — Mas, então, por que comprou gravata? Não seria melhor comprar um talco, um serrote? — Tem razão, porém serrotes cantam muito alto. Moro num prédio de gente chata. — Gente chata passa por baixo da porta da gente. — E tem hábitos noturnos estranhos. Vagueia vagando vagamente nas montanhas e arrabaldes. — Tem vaga nas montanhas? Vou morar lá. — Esqueça. Está tudo ocupado por sermões. Eles infestam montanhas, montes e vulcões. — Vulcões são péssimos vizinhos. Soltam gases tóxicos e nem se limpam depois de usar o banheiro. — Por Cristo! Deixemos de lado as fofocas. — Vou deixar as minhas ao lado do prato. Junto com os ossos. — Fofocas e ossos juntos? Está louco? Dá azar. — Sorte minha, então. Ter azar é uma sorte. — Vou andando. Tenho coisas para ver, neck! — Que falta de inspiração! — Culpa da minha gravata listrada. Odeio listras. — Já me disse isso. — Então é culpa da gravata lisa. Tchau.
Cai o pano. O diretor de cena entra e junta. Fim
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h15
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Abalos cínicos
Quem vai com muita ênfase, tem que ter bons freios.
O Nada é bem maior do que a idéia de Deus.
Acaso – palavra que existe pra dizer que nada existe por acaso.
Quem se acha um trapo, acaba virando capacho.
Adiar, sim, fazer corpo mole, jamais.
Diplomacia é a arte de provar o contrário sem reprovar os contras.
Tudo está assim: tem camisa GG que fica curta. Tem sapato do número certo, mas a forma é estreita. Tem gente de 40 anos que passa por 20. Tem hora que não acaba nunca, mas o dia termina rápido. Tem gente que não acaba mais, porém o mundo está acabando.
Os antepassados foram a mesa de antepasto do mundo moderno.
Duas cabeças pensam melhor do que uma, mas isso foi uma só cabeça que pensou.
Blasfêmea – falar mal de mulher.
Nem tudo na morte são flores.
As mulheres que hesitam são as que têm êxito.
Moralidade é costume coletivo sem valor na individualidade.
Atenção, extremistas: chega de protestos no meio da rua!
Se Deus existisse, acabava com os turistas.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h05
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Eis um leitor do blogue, pego em flagrante!!

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 10h52
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