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NEOpseudoSUPRAhiperULTRAsuperMEGApower do Werneck |
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 Nada de chuva e racionamento de água...
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h38
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Walking around
Sucede que me canso de ser hombre.
Sucede que entro en las sastrerías y en los cines
marchito, impenetrable, como un cisne de fieltro
navegando en un agua de origen y ceniza.
El olor de las peluquerías me hace llorar a gritos.
Sólo quiero un descanso de piedras o de lana,
sólo quiero no ver establecimientos ni jardines,
ni mercadeíras, ni anteojos, ni ascensores.
Sucede que me canso de mis pies y mis uñas
y mi pelo y mi sombra.
Sucede que me canso de ser hombre.
Sin embargo sería delicioso
assustar a un notario con un lirio cortado
o dar muerte a una monja con un golpe de oreja.
Sería bello
ir por las calles con un cuchillo verde
y dando gritos hasta morir de frío.
No quiero seguir siendo raiz en las tinieblas,
vacilante, extendido, tiritando de sueño,
hacia abajo, en las tripas mojadas de la tierra,
absorbiendo y pensando, comiendo cada día.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h29
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No quiero para mí tantas desgracias.
No quiero continuar de raiz y de tumba,
de subterráneo solo, de bodega con muertos,
aterido, muriéndome de pena.
Por eso el día lunes arde como el petróleo
cuando me ver llegar con mi cara del cárcel,
y aúlla en su transcurso como una rueda herida,
y a pasos de sangre caliente hacia la noche.
Y me empuja a ciertos rincones, a ciertas casas húmedas,
a hospitales donde los huesos salen por la ventana,
a ciertas zapaterías con olor a vinagre
a calles espantosas como grietas.
Hay pájaros de color azufre y horribles intestinos
colgando de las puertas de las casas que odio,
hay dentaduras olvidadas en una cafetera,
hay espejos
que debieran haber llorado de vergüenza y espanto,
hay paraguas en todas partes, y venenos, y ombligos.
Yo paseo con calma, con ojos, con zapatos,
con furia, con olvido,
paso, cruzo oficinas y tiendas de ortopedia,
y patitos donde hay ropas colgadas de un alambre:
calzoncillos, toallas y camisas que lloran
lentas lágrimas sucias.
Pablo Neruda
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h28
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Três sem tirar nem pôr
1) O homem é o único animal que pensa pra viver. Os outros só sabem quem não devem morrer.
2) A mulher zomba do homem que não pede informação para chegar a algum lugar.
A mulher só sai de casa com mapa certinho, endereço correto e orientação segura.
Deve ser por isso que a mulher nunca foi conquistadora, nunca descobriu mundos novos, nem inventou a roda, a canoa e o motor.
3) O homem inventou o mapa, mas foi pra se perder no mundo.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h27
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Eu, meu vizinho.
Se não conheço meu vizinho,
ele também não me conhece.
Se não o vejo sair cedinho,
ele não me vê tarde chegar.
Se não sei dos seus parentes,
nem sabe das minhas paixões.
Se não imagino do que vive,
não faz idéia das minhas esperanças.
Se o acho muito esquisito,
deve me achar superexcêntrico.
Meu vizinho, concluo intrigado,
sou eu mesmo morando ao lado.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h26
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 O Fraga achou o esconderijo do fantasma! É filme imperdível do Brian de Palma (espécie de Hitchcock), que fez outro muito bom chamado Dublê de corpo, remake de Janela Indiscreta, do A. Hitchcock.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h25
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 Assim, calminha Humanidade!
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h13
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Enquanto não chove, aqui entra água...

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h12
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“Dificilmente você encontrará um homem a quem a indiferença pelas atividades de outra alma traga infelicidade, mas para aqueles que não prestam atenção aos movimentos da própria alma, a infelicidade é certamente a recompensa.”
Imperador Marco Aurélio, nas Meditações.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h54
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Pedra neles!
Todo mundo conhece a história de Sócrates condenado a tomar cicuta. Porém, poucos sabem que o poeta Mélito, o curtidor de couro Ânito e o orador Lycon foram os acusadores do filósofo e por isso ele foi preso. Só que a justiça, mesmo tardando, compareceu. Pouco depois que a morte de Sócrates foi divulgada, os atenienses apedrejaram Mélito até a morte e baniram os outros dois. E assim começou serenamente (?!) a filosofia pós-socrática.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h54
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Comida chinesa requentada
Bondade em balde é devolvida em barril... de pólvora.
O tempo voa como um rio nas nuvens.
Para sarar, três décimos de remédio, sete décimos de cuidado e cento e cinqüenta reais de consulta.
O coração não pode servir a dois senhores, a menos que seja no espeto.
Quem tem piolhos demais, não tem cabeça.
Quanto mais mole a lama, mais os colarinhos brancos afundam.
Quando dois tigres lutam, o curioso sai listrado.
Uma pêra boa estraga a cesta inteira de corruptos.
A Paz é pistola de dois gumes.
Capitalismo selvagem destrói até a selva onde mora.
Ninguém, de sã consciência, se acha louco.
Você pode estar no caminho certo, mas não com pneu furado.
Cultive a memória e ela te alimentará com sobras do passado.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h53
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Olhos fazendo ouvidos de mercador, ouvidos que não enxergam um palmo diante do nariz, nariz surdo como uma porta, boca que custou os olhos da cara, cara que não dá o braço a torcer, braço perna de pau, perna sem jogo de cintura, cintura com pé-de-atleta, pé fazendo uma boquinha, boca testa-de-ferro, dente unha-de-fome, unha cheia de dedos, dedo com as barbas de molho, barba com cabelo de milho, cabelo com dente de alho, mão no seio da família, peito bunda mole, bunda com língua de trapo, língua que fala pelos cotovelos, cotovelo com braço de rio, braço em pé de guerra, pé tirando água do joelho, joelho carne de pescoço, pescoço com cabeça de prego.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h51
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