NEOpseudoSUPRAhiperULTRAsuperMEGApower do Werneck
  

Construindo sobre uma enorme pilha de hipóteses

 

As palavras dão sabor especial às conversas. Sem elas teríamos momentos totalmente insípidos em festas, bares, escritórios e mesmo nas ruas. Nenhum som saindo das bocas deixaria o ar muito parado e as paredes nem teriam arestas compatíveis. O diálogo vaguearia por mares nunca dantes navegados e por indevassados continentes gramaticais. As conjeturas se perderiam em labirintos e as bravias hipóteses jamais desembocariam num mar de mornas teses. Os hiatos se recolheriam num spa nas montanhas e teceriam inesperados discursos de protesto em aramaico. As suposições menos lógicas teriam que colecionar figurinhas de álbuns para passar o tempo e o vento. O pensamento deixaria de lado seu Ph.D. em Harvard para colher banana no litoral. Dr. James Kruif tem a seguinte opinião: “O funcionamento dos mecanismos associativos vem em ondas e provoca correlação e combinação no vôo imaginativo exigido pelo esforço de acumular.” Ou seja, não existe a possibilidade de se obter resposta sem se fazer pergunta. Outros cientistas discordam ou, pelo menos, fazem cara de desentendidos quando se aborda firmemente a questão. “Experimentamos um novo dispositivo com saídas bipolares durante seis anos. Nada aconteceu.” Essa conclusão foi crucial para que eles partissem em nova direção. Alguns não voltaram até hoje. “Isto está perto do quê?” “Aquilo ali combina?” “O que acontece antes e depois? E durante?” Com quase um quilo de respostas, hoje temos o suficiente para inventar até a máquina a vapor, se ela já não tivesse sido inventada. “Definir claramente os objetivos” pode ser que leve a nossa relação a bom termo. Mas é preciso chamar a imaginação para participar. Se ela não atender é porque deve estar em férias ou, no mínimo, servindo de garçonete na Terceira Avenida. Os fatos salientes no meio da análise acabam de provocar um acidente: um tropeço de um provérbio com fratura da tíbia e do perônio. Dois meses com botinha de gesso e a conversa não tem outra saída senão a de usar muletas espirituais. Pois salto com base de hipótese alternativa só depois do primeiro mês com tais muletas. 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 15h39
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Culpa do inverno tão... tão quente!



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 15h14
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BETOALFAGAMATETA

 

Um A que mora no bloco C.

Um B que está na M.

Um C que é o X da questão.

Um D que é um T.

Um E que se ferrou N vezes.

Um F que toma vitamina C.

Um G que chegou ao Dia D.

Um H que é classe B.

Um I que fez uma curva em U.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h03
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Um J que fala a língua do P.
Um K que não sabe o ABC.

Um L que falhou na Hora H.

Um M que foi mandado pra PQP.

Um N que passa o dia ZZZZ.

Um O que usa roupas GG.

Um P que inventou a bomba H.

Um Q que saiu no PDV.

Um R que tem QI alto.

Um S que usa decote em V.

Um T que não consegue pronunciar o R.

Um U que é um FDP.

Um V que entrou pra AAA.

Um W que explica tudo por A + B.

Um X que tem uma sala em L.

Um Y que só escuta FM.

Um Z que não diz um A.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h02
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Via-Láctea retumbante e afins

 

Leite é uma emulsão complexa contendo proteína, gordura, açúcar e sais minerais. O leite da vaca, por exemplo, contém 87% de água, 3,5% de proteína, 3,5% de gordura e 5% de lactose. Porcentagens aproximadas, pois as raças de gado diferem e até cada uma das quatro tetas do úbere apresentam pequenas variações na composição. O gado “Friesian” produz mais leite, porém apenas 3,4% de gordura. O “Jersey” produz menos leite, mas 5,1% de gordura. A lactose é o principal açúcar do leite. É um dissacarídeo, com iguais quantidades de glicose e galactose na hidrólise. Cerca de 80% da proteína do leite é caseína. A partir daqui, se você tem nervos fracos, melhor é sair e tomar um copo d’água. Entram em cena, com papéis muito bem escritos, os microorganismos. Para a produção de queijo são convocadas as espécies Lactobacillus e Streptococcus. São organismos gram-positivos, unicelulares, de vida livre, que não formam esporos e não realizam fotossíntese. Tudo isso com registro em carteira, direito a férias e décimo-terceiro. Os mais deliciosos queijos são infestados de S. thermophilus, S. faecalis ou S. durans. Eles são responsáveis pelo horroroso queijo cheddar, que teve origem numa aldeia inglesa chamada Cheddar e, por mim, nunca deveria ter saído de lá. Em alguns queijos adicionam-se bactérias e fungos específicos. Eles dão aparência e gosto final. Imagine que no queijo roquefort são adicionados esporos de Penicillinum roquefort. No camembert tem P. camemberti, que é um fungo branco passado na superfície do queijo. O queijo stilton deve ser perfurado por agulhas para se introduzir ar, de modo que os fungos aeróbicos possam crescer. De tudo isso se conclui, ou não, que vivemos infestados de fungos e bactérias. A festa deles no leite nos traz prazer à mesa. Fico pensando na França que tem uma variedade infinita de queijos. Um verdadeiro bailão de fungos e bactérias!  Liberté, fraternité, égalité para todos.

 

(fonte: Os microorganismos e o homem – Noble e Naidoo)

 

W,



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h00
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O ESSENCIAL É ISOFILM DIANTE
DOS OLHOS

 

Há duas tragédias na vida: uma é não conseguir
o que a gente quer. Outra é ver que alguém
conseguiu e pagando uma mixaria.

 

Um autor verdadeiramente revolucionário é aquele
que consegue fazer
autores vivos se mexerem no
 túmulo em que ainda nem estão.

 

Escrevo pra posteridade. Mas ela mora longe, o
caminho é deserto e o lobo mau
da crítica anda
aí por perto.

 

Mais vale ser um monocovarde vivo do que um
polivalente morto.

 

Sensato rima com sem saco.

 

Dizem que devemos correr atrás do que queremos.

Pelo que vejo nas academias, só tem gente
correndo em esteiras.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h59
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O medo fez os deuses, a audácia fez os reis.
O medo e a audácia, juntos, fazem o
homem-bomba.

 

Tem gente que trata a Eternidade como se
ela estivesse ali na esquina, e a esquina como
se fosse longe uma Eternidade.

 

Crápula é o sujeito que vale tanto quanto
diamante em pó.

 

Quando não tiver nada a dizer, não diga nada.

Principalmente se estiver sozinho andando na rua.

Vão te chamar de louco.

 

Se quiser que te entendam, deve falar só o que
os outros já saibam.

 

Pra um estômago vazio, não se grita fome...
ome... ome.. ome...



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h58
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MOVEDICIONÁRIO ou ABCDicionário novo

 

Ventremeluzir – relativo à dança do ventre

Sombrívoro – meio dia

Circunspétalas – flores pensantes

Sensualien – sensualidade além-Terra

Prazerótico – voyeurismo

Ninfálica – adepta do lesbianismo

Tacitúmidos – seios em posição de sentido

Consexual – casamento só com comunhão carnal

Dansolidão – balé do pensamento

Enlalçar – abraçar alguém mais alto

Idilha – paraíso romântico no meio do mar

Tacitúrgido – momento retesado de indecisão

Fracaçar – não pegar ninguém na festa

Inútels. – agenda de telefones ultrapassada



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h56
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Inundacéu – chuvarada infernal

Polititica – qualquer política

Tetravessar – atravessar muitas vezes

Contrabagunçar – mediar confusão

Negoscilação – indecisão econômica

Floresgentes – pessoas que brilham

Metróprole – família da cidade

Agradenchimento – discurso vazio de homenagem

Civitalização – gás novo pro ser humano

Compromichos – agenda de pobre

Notávelho – idoso importante

Serviciado – viciado em trabalho   

Multilado – muito danificado

Penumbrandas – menos que sombra

Indivi/duo – único porém dividido

Trampolimpo – trabalho com perspectivas de subir

Sempitenra – fonte da juventude

Sobrerania – poder absoluto



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h55
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POR UMA BOA PERERECA, SE ENGOLE SAPOS.

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h53
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Liquidação de Inverno em pleno Inverno

 

Do pó viemos, ao pó voltaremos. A vida é o barato intermediário.

 

No jogo de futebol, intervalo comercial é redundância.

 

Quando todas as cores se reúnem pra discutir o racismo, dá um branco geral.

 

Um presidente que cria o Ministério da Fome não vale o que come.

 

A fama dorme na suíte. O mérito, no quarto dos fundos.

 

A tua incompetência só dói nos outros.

 

Fofoca é a mídia pobre da notícia.

 

Intelectual é o ghost-writer do miserável.

 

Ser livre é ter pra onde não ir.

 

Arte? O que o mundo precisa é de uma Master-Peace.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h51
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Tudo o que você joga fora polui o ambiente. Até sua demasiada cultura.

 

A melhor hora pra se fazer planejamento familiar é a que não se tem família.

 

A memória é a última trincheira da velhice.

 

Paradoxo social: rico também dá desculpa esfarrapada.

 

É só você pensar um pouquinho e vai descobrir a diferença entre quem aceita tudo como está e quem pensa diferente.

 

O futebol continua o mesmo. Só que pior.

 

Comentários oportunos de situações não muito

 

1) O futebol se tornou tão estranho que eu juro que ouvi, num jogo da
Copa, transmitido pela TV Globo, o Casagrande, ex-jogador, dizer: “O cara deu, como se diz no futebol, um rolinho seguido de caneta.” Pode isso? E era jogo do quê?!

2) Juro que ouvi um candidato a Presidente do Brasil dizer na tevê: “As escolas terão período integral. Está provado que quatro horas diárias não são suficientes.” Se ele diz isso, presumo que ele, que veio de escola com apenas quatro horas diárias, não está suficientemente preparado pra ser Presidente, né?

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h51
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Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h48
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Exercícios madrugueiros para empurrar barbante

 

 

1.     Pense em cinco maneiras fáceis e diferentes das que os motoristas de ônibus usam para atropelar crianças.

2.     Indique cinco invenções modernas que teriam melhor uso na Idade da Pedra.

3.     Escreva quatro manchetes reais e verdadeiras para a edição de amanhã do jornal conservador de sua cidade.

4.     Imagine oito maneiras de fazer uma festa de formatura ficar tão chata quanto já é.

5.     Pense num assunto que não seja ‘tempo’ para ser conversado com um estranho que encontra no elevador.

6.     Redija um anúncio classificado vendendo a sogra sem usar a palavra ‘megera’.

7.     Indique as combinações úteis entre os objetos: um coador de café, uma mola de aço, um tanque de guerra e dois canivetes suíços.

8.     Tente se lembrar, em cinco minutos, quais as moedas que o Brasil teve nos últimos trinta anos.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h47
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9.     Descreva cinco melhoramentos que introduziria num clip?

10.  O que faria para tornar popular novamente a navalha?

11.  Faça um acróstico para homenagear o político em que votou nas últimas eleições, sem usar palavras de baixo calão.

12.  Dê cinco exemplos do que faria para que um avião fosse subterrâneo.

13.  Se um pássaro preto pousasse na sua cabeça, tente imaginar o que ele diria sobre o próximo atentado terrorista nos EUA.

14.  Se você estivesse andando em alto mar e visse um trem prestes a atropelar um elefante, o que faria?

15.  Desenhe quatro modelos de vestimenta para os padres baseando-se nas estações climáticas.

16.  Ponha no papel seis elogios verdadeiros que faria a uma criança que acabou de jogar um punhado de barro na sua roupa limpa.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h47
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COMPLETANDO O MUNDO NA XÍCARA DE CAFÉ

 

Levantando para pegar a xícara de café, Umberto Eco diz sobre Finnegans Wake: “O primeiro discurso que a obra faz, o faz pelo modo como é escrita.” Alain Robbe-Grillet, também aceitando a xícara que a mulher estende, olha para o interlocutor e fala: “Por que escrevo? Escrevo para saber por que escrevo.” Alguém assedia Alain Resnais, no canto da sala, apontando seu não-comprometimento com a realidade provocante da guerra da Argélia. “Por que Grillet não vai de cabeça na guerra. Por que se esquiva com algo tão supérfluo como O ano passado em Marienbad? Você fez Hiroshima Mon Amour, que parecia ocupar-se diretamente dos problemas da sociedade. Em Hiroshima estava a Bomba A!” Resnais lança um olhar de súplica para Grillet: “Salve-me!” Este, porém, não quer ser transportador de significados na arte. “Grillet não tem nada a ver com você, Resnais! – pondera uma dama de vestido longo e classudo. — Nós queremos a realidade, destrinche a realidade, nos faça ver e respirar a realidade.” Resnais pede licença pra ir ao banheiro vomitar: está tão comprometido com a realidade que ela dá engulhos. Mas é a realidade da ficção. A cinematograficamente real e irreal, verdadeira e falsa. Umberto Eco está de novo às voltas com uma colherinha de café que se equilibra no pires. Ele solta uma gargalhada quando a colherinha mergulha no vazio e chega ao chão cansada, tilintando como uma moeda. Ele pensa: “O espectador sabe que o filme é irreal, mas o quer mais próximo da realidade possível, pois não consegue aceitar que vive na realidade e que procura o real no filme. Mais charmoso do que o da própria realidade.” Claro que Eco nunca escreveria isso. Mas pode ter pensado em algum momento, que não esse em que a colherinha real cai com som de uma irreal moeda. Alguém bate palmas encerrando a coletiva. Os fotógrafos tiram as últimas fotos, de ângulos impossíveis, e são convidados a se retirar. Uma loura estonteante sai do filme do Fellini e sussurra no ouvido de Resnais. Ele sorri e aceita o braço que ela estende. Deixam a sala sensualmente abraçados. Eco se contenta com uma morena de lábios carnudos de filme classe B. Grillet ainda sonha: “A busca literária, a rigor, é arte pela arte. Mas, como a arte é pelo homem, a arte é pela arte que é pelo homem e assim voltamos ao concreto. Porém, aqui e agora, fiquei na mão!” 

 

Werneck, surfista de Tsunami



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h45
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As delícias do Céu que tem perto de casa

 

 

Dante imaginou o Inferno como um lago gelado onde todos os sentimentos morrem. Sartre pintou o Inferno como lugar exíguo, fechado, com duas mulheres e um homem. Inferno é o sufoco de uma relação. Imagino Inferno como Sufoco Gelado. Não tem espadas de fogo, línguas flamejantes, espetos incandescentes, nem carrancas expelindo pus, rios de lavas, gritos de horror. Nenhuma imundície rolando ou membros arrancados, pestilências e água escaldante ou câmaras de podridão ou tortura. Tudo isso é muito humano.

Calculo o Inferno apenas como Sufoco Gelado subindo dos pés à cabeça. Sinistramente, silenciosamente, congelante. Depois, nada. Silêncio e névoa.
Se dizem que o Paraíso é o dolce far niente, o nirvana... o Inferno é o não poder fazer. Querer e não poder. Paralisia gelada. A indiferença do outro lado.
Vá procurar os caminhos do Céu e do Inferno em todas as gravuras
e pinturas antigas. Bosch fica parecendo jardim de infância perto das orgias dos sites da internet. Bruegel é santo padre. Tudo muito colorido, explosivo e humano.
Pobre Corão que descreve o Céu como lugar onde abundam, jardins, fontes, vinho e virgens encantadoras. Tudo é permitido, mas tudo isso é muito humano. São apenas delícias que eram proibidas aqui na Terra. Permitir lá, num lugar onde ninguém tem inveja, é pregar no deserto. No Inferno, encontrar demônios alados é apenas figura de retórica. Aqui já temos todos os demônios. O nosso Céu é pegar o proibido, aqui mesmo. Quem quer ser Caronte e receber a moeda da boca do cadáver? No entanto, a Felicidade na Terra é essa. Cada moeda que pegamos para nós vem da boca de um morto.
A sexta-feira expira. O Apocalipse mesmo é muito humano. Um homem-bomba com carga suficiente para detonar a Terra inteira. Mas o sussurro do gelo sufocando é imbatível. Articulações
enregeladas, alma dura, pensamentos formando estalactites. O frio, o frio, o frio... e o nada.

 

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h42
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— Vamos jogar na Seleção Velharia do Brasil, Keith!
— No lugar do Cafu e do Roberto Carlos, Mick!

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 17h11
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Nem com todo esse frio... ela deixa de tirar a roupa.

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 17h01
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Dei férias pro blogue. Segui conselhos pra poder deixar de depender disso aqui pra tentar ser  feliz no mundo da internet. Não fico mais ansioso pra vir aqui, colocar um monte de coisas e esperar que agradem ao nobre leitor. Estou com micro em casa, porém, sem internet. Agora estou escrevendo e guardando. Coisa de egoísta, né? Mas, escrevi alguns contos, comecei dois livros... sem ansiedade, isso é que é melhor. Vamos em frente. Quando der, coloco qualquer coisa, sem inteferir no andamento das outras coisas que estou fazendo. É isso.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h59
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   Cê viu a quantidade de drogas apreendida pela Polícia Federal durante a Copa do Mundo? Veja abaixo. Não, não foram apreendidos jogadores da nossa briosa Seleção, não! Estão todos soltos e minando as bases esportivas do futebol.  Drogas perigosas para nossas pobres crianças que ainda pensam em jogar futebol profissional. Que pena!

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h46
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Encyclopédie des Connaissances Utiles

 

Como aprender a língua dos Caxinauás sem
ser devorado vivo

Como compreender a base física do Espírito

Como saber todas as Efemérides Navais
por ordem de entrada no porto

Como distinguir o Fato Psíquico do Corporal
numa festa de criança

Como desenhar formigas com mãos e olhos fechados

Como estudar inglês em francês e vice-versa

Como decorar a Teoria das Funções Renais sem ter

cólicas

Como adaptar para o Novo Código Penal a Teoria
das Quantidades Negativas

Como ler À travers l’Afrique enquanto se viaja pela
Ásia

Como equiparar Le Cousin de Honoré de Balzac com
a Geografia Física do Brasil de Wappoeus

Como colocar em ordem Cem Perfis de Intelectuais
no Museu de História Natural

Como mudar o nome para Ildefonso Plácido sem sofrer

Como fundir a Mecânica Racional com o Dicionário
dos Verbos Regulares Portugueses

Como progredir sem ir pra frente e regredir sem voltar

Como abordar o Recenseamento do Rio de Janeiro

de 20 de setembro de 1906 com um revólver carregado

Como se interessar por La Dernière Leçon de Léonard
da Vinci escutando música tecno com fones de ouvido

Como não ser esquecido na Reprogramação da Totalidade
da Existência Humana na Terra.

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h35
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