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NEOpseudoSUPRAhiperULTRAsuperMEGApower do Werneck |
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Que calor!
 Bem-vindo, mas deixe recado!
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h49
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Que calor!
 Renoir, mestre impressionista
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h40
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Duelo ao pôr-do-sol em Bagdá
Nunca use duas palavras onde um soco só basta.
Quando te faltar uma idéia, substitua por duas palavras.
Boas palavras custam muito – e valem pouco.
Não existe palavra mais importante que amor. Mas, ela só é importante porque existe a palavra importante.
Os grandes tesouros da humanidade foram abertos com a chave da palavra. Eram todos fictícios.
Quem empenha a palavra, morre pobre.
Temos dois ouvidos: por um, entram as palavras, por outro, saem as idéias.
Discutir é a maneira mais civilizada de se chegar à guerra.
Nas piores bocas, os mais charmosos argumentos.
Todo carneiro é coitado, mesmo quando berra de alegria.
Virtude é fruto que nasce na árvore das tentações.
Quem semeia ventos, colhe pés-de-vento.
No estômago mais cheio é que cabe a alegria.
As paixões são viagens só de ida do coração.
Ninguém está livre de dizer besteira. Pior é que nem está livre de ouvir.
Viver é morrer à prestação.
Utopia é volta sem ida.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h30
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 Booooom do Verão: 40º C
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h45
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Cada vez que se abre um Espaço Cultural
a cultura vai pro espaço.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h03
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Machado de Assis sem fio
“Machado de Assis adorava ser elogiado e fazia rapapés em quem fosse necessário para receber mais e mais loas e ser aceito na sociedade carioca do século 19. Ele não mediu esforços para ser reconhecido, ainda em vida, como o maior escritor brasileiro. Claro que era extremamente talentoso. E seu talento parece amenizar este seu caráter tão dúbio.”
Quem escreveu isso no UOL foi um tal Paulo Polzonoff Jr. Tem mais, ainda. E tem uma breve entrevista com Daniel Piza, que escreveu uma biografia de Machado de Assis. De cara, o título: Machado de Assis – Um gênio brasileiro. Pronto, não precisava escrever mais nada. Disse tudo. Só que o cara pesquisou dez anos e levou um ano escrevendo o livro. Pra quê? Pra nos dizer que Machado ‘não mediu esforços para ser reconhecido, ainda em vida, como o maior escritor brasileiro’. Dá vontade de vomitar ou não? Parece que regredimos às cavernas. Parece que o Daniel Piza não lê nada, não vê televisão, não conhece nada da sociedade do espetáculo. Pelo menos uns dois bilhões de pessoas (artistas), nesse momento, estão tentando provar que são, em vida, os maiores nisso e naquilo. Imagino o pobre Machado que, ‘afinal de contas, era mulato, gago e epilético...’, fazendo ‘rapapés’ pra ser reconhecido como o maior escritor. Santa Periquita! É de chorar. Na matéria acima, diz ainda que ‘biografia desmistifica um dos maiores escritores brasileiros’. Todos os grandes escritores foram, e são, apenas uns pobres coitados. Escrever é a coisa mais solitária que existe. É,ainda hoje, a mais insociável e solitária. Parece que o Daniel Piza nunca leu nada sobre os grandes escritores da humanidade. Todos uns porras-loucas, bêbados, sacanas, loucos por fama e dinheiro. Em vida. A maioria só conseguiu fama. E morreu na merda. Duvido que o Daniel Piza não esteja torcendo pra ser reconhecido, em vida, como o ‘maior biógrafo de Machado de Assis’. Na famosa questão ‘Machado foi ou não abolicionista’, veja o que diz Daniel Piza na entrevista: “Não foi um panfletário, não tomou partido explícito, como eu mesmo gostaria que tivesse tomado.” Veja só que primor. Quem é Daniel Piza pra julgar um pobre morto? Ele queria Machado lutando pela abolição dos escravos na linha de frente? Só porque era escritor? Por qual causa luta tão ferrenhamente o Daniel Piza? Afinal, ele é escritor, também. Gente, o mundo virou de cabeça pra baixo. Se quiser ler a entrevista e o preâmbulo do Polzonoff Jr, vá ao UOL, hoje. Eu paro por aqui pra não vomitar. Aliás, vou tomar uma cachaça (nem bebo cachaça) em homenagem ao Machado, gago, epilético e negro.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 10h05
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“Take in down easy”, pastel, 48,2 x 61 cm, 1969, John Skeaping (1901-1980).
Traduzindo: “Faça o canter suavemente”
 “Going home, Newmarket”, óleo sobre tela, 48,1 x 75 cm, Neil Cawthorne. Traduzindo: “Pro disco, Newmarket”
PS. Só pra me lembrar das grandes jornadas turfísticas no Hipódromo do Tarumã e em Cidade Jardim.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h49
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Visitas de médicos do SUS, ou, lendo na diagonal marginal.
É ‘perca’ de tempo gastar neurônios e suas sinapses cambaleantes. Me assustei ao saber da rapidez com que os leitores passam por aqui. É vapt-vupt! Mais rápido do que motel de alta rotatividade. É uma rodada de mouse de cima abaixo e fim. Não dá nem pra sentir o gostinho ácido das palavras. ‘Perca’ de tempo, ô, meu! Não te falei, Fantini? Acho que não falei. Mas, esse troço aqui é um poço sem fundo. As pessoas têm tantas coisas pra fazer que... Bem, deixa pra lá. Já escrevi demais. Acho que vou fazer um fotoblog e com apenas uma frase por dia. O resto é silêncio com centenas de alarmes disparando em todos os carros e casas. Até.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 10h10
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'Religação' revisitada:
'Ganharás o pão com o suor do teu rosto. E a mansão, a casa na praia, o carrão importado, com o suor dos outros."
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 09h02
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Discurso do Método, de René Descartes (revisitado)
(...)
“Apesar disso, não deixava de gabiruzear os exercícios com os quais se ocupam as escolas. Sabia que as línguas que nelas se aprendem são necessárias ao desentendimento dos livros e tempos antigos; que a gentileza das fábulas estimula a levar vantagem em tudo; que as realizações notáveis das histórias de sacanagem fazem crescer a confusão mental, e que, sendo lidas com volúpia, ajudam a formar mau juízo do mundo; que a leitura de todos os bons livros é igual a uma conversação de um surdo com os obtusos dos séculos passados, que foram seus autores, e até uma conversação criminosamente premeditada, na qual eles nos revelam apenas as aberrações dos pensamentos; que a eloqüência possui forças e belezas incomparáveis para enganar politicamente o próximo e emprenhar pelo ouvido; que a poesia tem delicadezas e ternuras deveras encantadoras e cheias de viadagens; que as matemáticas têm invenções bastante sutis para burlar os apostadores das loterias e jogadores de bingo, e que podem servir muito, tanto para satisfazer os curiosos quanto para facilitar os cálculos de driblar o Imposto de Renda, para garantir a alta dos juros e para atrasar o pagamento dos empregados; que os escritos que tratam dos maus costumes contêm muitos ensinamentos e muitos estímulos à bandidagem que são muito úteis para criar uma gangue e botar para quebrar; que a teologia ensina a ganhar o céu pagando mico e o dízimo; que a filosofia ensina a falar com dúvidas sobre todas as coisas e a se fazer admirar pelos que possuem QI zero; que a jurisprudência, a medicina e as outras ciências proporcionam honras e riquezas àqueles que sabem usar para fins escusos; e, enfim, que é bom havê-las examinado a todas, até mesmo as mais eivadas de superstição e as mais falsas, a fim de conhecer-lhes o exato valor e evitar ser enganado por charlatões de todas as áreas.” (...) por Renevildo Descartado, vulgo Dep. Tião Medonho
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h22
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Diarista chinesa tropeça e quebra vaso novo.
SÉCULO 17 NEWS (Pequim) - A senhora Ylang Lang havia acabado de contratar uma diarista, cujo nome não foi divulgado, e um trágico incidente ocorreu. A moça estava se dando muito bem, cantava lindas e monótonas melodias enquanto trabalhava, sabia lavar, passar e guardar as roupas. ‘Tudo ia muito bem, contou a senhora Ylang Lang, até que hoje pela manhã ouvi um barulho muito forte vindo da sala. Algo assim como um estilhaçar de um vaso, seguido de um grito e um baque surdo. Corri, encontrei a moça no chão e meu vaso novo de 1,99 todo quebrado. Mil pedaços! Felizmente, a moça nada sofreu. Só tenho pena dos museólogos do século XX ou XXI quando encontrarem os pedacinhos.”
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 10h26
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A paz sem final feliz é a continuação da guerra sem fim.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 17h42
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Hera e Zeus, casados e infelizes para sempre. Ou, Hera não era o que parecia que era.
Hera era casada com Zeus, pai dos deuses e dos homens. Por isso, era protetora do amor legítimo e das esposas. Zeus era o bicho e caía na gandaia fácil. Traía a pobre a torto e a direito. Ela se vingava nos outros. Foi a responsável por mandar Hércules fazer aqueles doze trabalhinhos. Hércules era filho ilegítimo de Zeus e Alcmena e servia de parque de diversões pra Hera. Um dia, quando Hércules vinha cansadão depois de ter tomado Tróia no muque, Hera mandou uma tempestade chacoalhar o navio dele. Zeus ficou furioso e pendurou Hera de ponta-cabeça numa nuvem com uma corrente de ouro e uma bigorna em cada pé. E foi tomar um vinho pra acalmar. A vigilância de Hera era tão grande que Zeus tinha que se transformar em cisne, touro, chuva de ouro, marido da amante. Com ‘chuva de ouro’ ficou em segundo lugar no concurso do Copacabana, categoria luxo. Como marido da amante, levou chifre dele mesmo, Zeus, transformado em cisne. E Zeus disfarçava quem queria proteger: Io virou vaca, Dionísio virou bode e touro. O bicho pegava mesmo naqueles tempos, como se pode ver. E o bode não entrou no jogo do bicho, mas é o que mais dá na vida. Hoje, sem deuses nem mitos, vive-se por aí, sob a ira das esposas que até contratam matadores de aluguel. Pum, pum! Alea jacta est.
Hera que era o que parecia, parte 2
Certa vez, Hera discutia com o marido pra saber quem conseguia maior prazer no amor: o homem ou a mulher. Zeus dizia ser a mulher, enquanto Hera achava que era o homem. Nessa briguinha familiar resolveram incluir Tirésias, que tivera experiência dos dois sexos. Ele caiu na asneira de dizer que o prazer da mulher estava na proporção de dez pra um do homem. Furiosa com a verdade, Hera prontamente o cegou. Tirésias virou repentista cego lá no Ceará, pra deixar de ser bobo. E até hoje os psicólogos e adjacências tentam saber quem tem mais prazer. Sorte deles que não tem uma Hera por perto.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h36
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À sombra dos planetas em flor No Verão, bendita a sombra. Qual é a velocidade da sombra? É maior do que a da luz? O poderoso Sol é o manda-chuva e o manda-sombra. Se você acender uma lanterna à noite e apontar para o céu, tendo diante do facho de luz um objeto maior do que ele (facho), a sombra que se projeta será maior do que a de Júpiter diante do Sol: 93 milhões de quilômetros. O Sol é muito grande e, por esse motivo, todas as sombras dos planetas são finitas. E têm a forma de um cone. O que não quer dizer que sejam pequenas (curtas). A sombra de Saturno é a mais comprida de todas. Chega a mais ou menos 133 milhões de quilômetros (quase a distância Terra/Sol). Dá pra ficar bem folgado, sem pegar mormaço, nesse cone. Dá pra tomar umas geladas e pensar na Copa, no fracasso momentâneo dos grandes times nos campeonatos, na morte da bezerra e na enxurrada de comerciais com craques do futebol até chegar a Copa. Uma superexposição que ninguém agüenta. Absurdamente absurda. Tem gente que vai até torcer pro Brasil ser eliminado logo de cara e, assim, acabar com a chuva de ronaldinhos, robinhos, cafus, kakás e robertos carlos. Haja sombra!
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h28
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Videoarte
 Morreu o pai da videoarte, o sul-coreano Nam June Paik (1932-2006). Ele inventou de tudo com monitores de tv. E dizia coisas como: "Arte é pura fraude." Ou: "Você só precisa fazer algo que ninguém tenha feito antes." Essa 'TV Buda' é ótima.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 10h28
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Não disse que tô com preguiça do tamanho do Macunaíma? Pois é, aí vai outro link, que pirateei do Bortolotto. O amigo Careqa deschavando Tom Waits e David Byrne. http://www.purevolume.com/carloscareqa
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 09h31
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Instantes da minha estante - 3
 Descobrir a sombra pra fugir do solzão e não esquentar a cabeça pensando em cérebro e mente.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 09h11
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Tô com preguiça macunaímica... só vai ter link pra música:
www.ultimovolume.com.br
Prestigie o grande Neri da Rosa e o grande Marcos Stecz.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h52
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