 |
NEOpseudoSUPRAhiperULTRAsuperMEGApower do Werneck |
 |
 |
 |
| |
Bum! Bum! Bum! 

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h26
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Lugares maravilhoso e descrições nem tanto (2)

Lugares maravilhosos e descrições nem tanto.
“Vi uma mulher muito bem vestida e tirei a foto. Quando revelei, saiu esse aviãozinho na frente. E ela pequenina, lá atrás. Acho que não regulei direito. Só agora soube que era uma homenagem ao cara que escreveu o livro O pequeno príncipe. O cara tinha mania de escrever e viajar de avião. Ele caiu de avião e nunca mais acharam ele. O lugar se chama Farfaya, lá na África, onde estive, claro. As misses adoravam citar esse livro. Só que hoje elas nem citam mais nada. Ah, fiquei com pena de não tirar a foto do vestido da mulher. Podia fazer o modelito aqui. O que eu quero com um avião enferrujado no meio do deserto!?”
Beijo, Lena
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h11
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
 Auto-retrato com Aiptek Smart, 2.1 (usada) "Working class hero"
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h39
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Vertigem...
 Do alto do Empire State, foto do Sérgio, meu sobrinho.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h10
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
SEXTA-FEIRA ESPECIAL: MARCO AURÉLIO VISITA O NEOPSEUDO...
“1. Comece cada dia dizendo a você mesmo: hoje vou deparar com intromissão, ingratidão, insolência, deslealdade, má-vontade e egoísmo – todos devidos à ignorância por parte do ofensor sobre o que é o bem e o mal. Mas, pela minha parte, já há muito percebi a natureza do bem e sua nobreza, a natureza do mal e sua mesquinhez, e também a natureza do próprio culpado, que é meu irmão (não no sentido físico, mas como meu semelhante, igualmente dotado de razão e de uma parcela do divino); portanto, nenhuma dessas coisas me ofende, porque ninguém pode me envolver naquilo que é degradante. Nem eu posso ficar zangado com meu irmão ou entrar em conflito com ele; porque ele e eu nascemos para trabalhar juntos, como de um homem, as duas mãos, os dois pés, as duas pálpebras ou os dentes de cima e de baixo. Criar dificuldades uns aos outros é contra as leis da Natureza – e o que é a irritação, ou a aversão, senão uma forma de criar dificuldades aos outros?”
Livro 2 das 'Meditações' de Marco Aurélio (Imperador Romano)
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h05
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
A guerra das palavras
Estamos em guerra surda (e muda) com as palavras. Estamos escrevendo errado, lendo errado, falando errado e, pior, escutando errado. Estamos atravessando uma época de comunicação difícil. Estamos falando por códigos cada vez mais especializados pra gente totalmente despreparada. Estamos abominando qualquer texto longo, qualquer ameaça de poesia, qualquer filosofia mais séria. Enviei um texto, um pouco longo, porém entusiasmante, pra dezenas de pessoas. Um tipo de carta-confissão de um cara que trabalhou na Volvo da Suécia. Você recebeu? Leu? Recebi, sim, algumas respostas, animadoras. Gente que sentiu o drama de um brasileiro morando num país civilizado. Mas, acredita que muitas pessoas me disseram que o texto era muito longo, que não tinham tempo pra ler, que não interessou? Sei que isso não quer dizer muita coisa, mas estamos muito apressados em tudo e o texto lança, apropriadamente, um novo lema pro nosso tempo: slow down. Calma. Claro que a gente recebe uma infinidade de porcarias melosas e cheias de ‘amizade’. É preciso filtrar. Porém, estamos chegando a um nível de estresse tão grande que as palavras, que nos diferenciam dos animais irracionais, causam espanto. E, abominando as palavras, estaremos regredindo. Quanto mais formos amigos das palavras, mais nos garantimos como seres humanos. Não temos escolha. O homem das cavernas só grunhia, lembre-se. Vamos regredir? Nem venha com essa de que ‘hoje, o mundo é das imagens’. O Millôr escreveu: “Dizem que uma imagem vale por mil palavras. Mas, diga isso sem palavras!”
calma na pressa o corpo fica
e vai a alma
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h19
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
 Tenista tcheca Nicole Vaidisova no Aberto da Austrália. No coments.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h32
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
Momentos da minha estante:
 Leitura de praia
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h14
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
A fusão do conhecimento e da ação. Ou, três provas da redondeza da Terra
1. ‘Stamos em pleno bar. Um amigo e eu tomando a terceira saideira, fim de noite. De repente, vindo das trevas, um cara invadiu o bar. Sem camisa, todo coberto de sangue que descia em cascata desde a cabeça. Aos gritos, pediu ajuda pra salvar o irmão que está morrendo dentro do tubo do Ligeirinho. Ele gritava e espirrava sangue pelo chão. Olhei pra ele e vi um corte na testa. O sangue descia pelo nariz e pingava por tudo. Ninguém, a não ser eu, se levantou ou se assustou. Ele me disse que pagava o que fosse pra levar o irmão pro Pronto-Socorro. Fui até o tubo que era na outra rua e vi o cara deitado, ainda mais ensangüentado de paulada na cabeça. Sem se mexer. Disse pra ele que não podia levar no carro. Não tinha como: um sangue só. Só o Siate podia mexer nele. No Pronto-Socorro tem um monte de exigências. Um motoboy se adiantou e disse que ia até o posto da polícia. E zarpou. Em pouco tempo, chegaram umas seis viaturas. Voltei pro bar e ninguém havia se mexido da cadeira. Sentei e falei pro motoboy que ele foi muito legal. Haviam limpado o sangue do chão e tudo ficou por isso. Em casa, lavei o sangue da minha camiseta.
2. Estou saindo de casa, de manhã, e escuto um estrondo. Virei rapidamente e vi um carro vindo pra cima da calçada, rente ao poste. Vi que ele bateu no meio-fio, levantou vôo e foi direto no muro. Atravessou e caiu no quintal da casa. O outro carro estava bem no meio do cruzamento. Corri na direção do carro, mas vi que duas mulheres saíram andando sem maiores problemas. Juntou gente. Chegou uma viatura e as motoristas começaram a discutir. As duas ligando o celular. Um cara de moto defendia a que estava no cruzamento. A outra se defendia. Não havia mais nada a fazer e fui embora.
3. Estava em casa, cedo. Bateram palmas lá embaixo. Diz a grande sabedoria popular que não se deve colocar a cara na janela de cara. Fui por trás da cortina e vi que não era comigo. Era uma mulher com cara de poucos amigos. Bateu, bateu e bateu palmas. Quando escutei que ela estava falando, fui até a janela. Ela dizia, lá de baixo, pra dona do prédio, que mora no último andar, que queria receber o dinheiro que o XX devia pro marido dela. Era pouco (R$ 140,00), mas ela precisava porque o marido havia sofrido acidente e estava em casa. O marido é pedreiro e tinha prestado serviço pro cara. Ela ameaçou várias vezes: se o cara não pagasse, ela ia voltar e quebraria todos os vidros das janelas do prédio. O prejuízo seria maior. E foi embora.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h00
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
A massa está para o pão, assim como o infinito está para o zero.
Acho que com esse calor senegalesco pouca gente está com vontade de ler, refletir e tirar conclusões. Talvez tirar conclusões ainda seja agradável, desde que não se precise ler e refletir. E, se precisar refletir que tenha apenas por fim último manter o cérebro azeitado, desde que o produto da leitura não tenha sido nenhum Proust, Kafka ou Kant. Ler só se for pra não dormir no ônibus na volta pra casa, na areia da praia pra despistar os chatos, no meio da noite pra driblar a insônia. E que venha um prato leve, sem mais intenções do que espantar as moscas das nuvens do fim da tarde. Não, jornal, não. As notícias de verão apenas cobrem lugares paradisíacos que nunca são a menos de mil quilômetros de onde você está. Ou falam de amenidades capazes de provocar bocejos em peixes e arrepios em lulas. Aliás, se você leu até aqui já está muito bom. Agora, não reflita nem tire conclusões. Leve ao fogo brando da passagem das horas e sorria.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h24
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |

vou-me embora pra Coréia do Norte
vou pescar no Pyongyang
lá pescador não entra em fria
lá tem peixe de montang
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h33
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
 De 33,9º C ao infinito em um mergulho.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h55
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
“Em uma noite como essa, de boa vontade tocamos pelo atalho caprichoso dos pensamentos, rumo à distância infinita das lembranças.”
E lá se foram Gorki e seus pensamentos. Eu fiquei só com a lembrança de não saber de um tempo de outrora, ou de antes ainda, que não fosse tangido por outras lembranças. O calor está insuportável, dizem milhares de pessoas neste momento. Outros milhares concordam e se abanam com a mão em leque. Muitos e muitos apenas pensam que está um calor insuportável. E tentam se lembrar de um tempo de tanto ou mais calor. Foi na praia próxima, ou atravessando um rio na Índia, ou num trecho do deserto do Gobi. As lembranças se alvoroçam e se desmancham no ar. Quem há de saber de um dia mais quente que esse? A noite tropeça no horizonte e cai no abismo das trevas. Alguém – tenho a impressão de que foi Nietszche – disse que... ah, que calor insuportável de derreter pensamentos profundos ou rasos. Poreja na testa um líquido seminal de idéia gorada. Vamos rumo aos 35 graus ou à rainha na terceira do rei. Gorki tinha tempo pra enfiar o carro no rumo da distância infinita das lembranças. Um grande copo de água gelada espreita. Silêncio.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h43
[]
[envie esta mensagem]
|
|
| |
| |
[ ver mensagens anteriores ] |
|
|
|
|