NEOpseudoSUPRAhiperULTRAsuperMEGApower do Werneck
  

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h38
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Marcio Chagas e eu fizemos essa campanha alertando pro perigo da direção sob efeito de álcool. Cliente: Nova Vida - Casa de Recuperação. Está nas estradas, na rádio, nas ruas, na televisão. Cuide-se.

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 10h59
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ANO-NOVO NOVÍSSIMO

Só posso desejar uma coisa a você.
Use o Ano-Novo como usa qualquer coisa nova: com atenção, com gosto, com carinho, com vontade, com prazer.
E não esqueça: o Ano-Novo dura 365 novos dias.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 09h15
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Nos primórdios todos mordiam.

 

(peça em um ato)

 

Primeiro e Segundo são amigos há vários anos e, depois de uma separação por motivos profissionais, tornam a se encontrar numa cidade muito distante. Estão na praça, sentados. Segundo fala primeiro.

 

Segundo: — Puxa, parece que foi ontem!

Primeiro: — Felizmente, não foi ontem. Ou não teríamos tantos motivos

                     pra conversar.

Segundo: — Faz tempo. Nem me lembrava direito de você. Engordou?

Primeiro: — Na verdade, engordei, mas depois de emagrecer muito.

                     E você? Casou?

Segundo: — Não tive motivos pra casar. Muito menos pra noivar.

                     Emagreci sem engordar. Faltava-me apetite.

Primeiro: — Desculpe. Não quis ofender. É apenas uma questão de

                      boas maneiras.

Segundo: — Nunca as teve. Perguntava as horas sem nem estar

                     interessado, lembra?

Primeiro: — Que horas são?

Segundo: — Vejo que nem se curou da surdez!

Primeiro: — Sou muito tímido pra tentar. Se eu passar a ouvir tudo...

Segundo: — E a família, vai bem? Os filhos?

Primeiro: — Não esperaram o final. Foram embora logo que o sol

                     nasceu. O menor está fazendo pós-graduação em Cabala.

                     A mulher... Ei, mas não te falei que nem me casei?



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 17h55
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Segundo: — Em primeiro lugar, isso não me interessa. Em segundo,

                     primeiro os meu problemas.

Primeiro: — Nem respeita a hierarquia, a ordem, a lei. Em primeiro,

                     o primeiro.

Segundo: — Não tenha tanta certeza. Os últimos serão os primeiros.

                     Nos primórdios, não se falava em outra coisa.

Primeiro: — Ah, isso é balela. Nem me venha com os fins justificam

                     os meios. Sem os primeiros, nada de segundos, de últimos.

Segundo: — Foi bom te rever, mas estou desencantado. Ultimamente

                     só me acontece isso. Tenho que dar uma virada no placar

                     nos últimos segundos.

Primeiro: — Até qualquer dia. Saio primeiro. (Sai)

Segundo: — Saio depois, porém com honras de vencedor. De primeirão.

                    Me aguarde.

 

Primeiro: (de fora) — Ah, nem tem segundo ato.

 

Cai o pano. Fim

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 17h55
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Por que é bom morar na Alameda Nhambiquaras.

 

Você pode, logo cedo, dizer: “Bom dia, sr. Silva. Como tem passado?” Pode atravessar a rua assobiando e separar o joio do trigo com ótimos ganhos se vender o joio pelo preço do trigo. Raciocinando sobre as normas para um comportamento eficiente na feira, pode chegar à conclusão de que se deve colocar nome e cargo do visitante na porta do banheiro. Ao gerar expectativa, pode desempenhar papéis secundários com dicas procedentes e informações sólidas. “Sr. Koifman, tem idéia de como aperfeiçoar as técnicas de pausa e silêncio?” Se ele ficar em silêncio, pode medir se não seria apenas uma pausa. Se ela se prolongar, certamente será um silêncio. Se você souber as paralelas e secantes da Nhambiquaras, tem muita chance de conhecer o que se chama, popularmente, de cidade. Basta ter fé, determinação, garra e força de vontade.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 15h33
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Investimentos emocionais

 

Tem vez que você já investiu muito, emocionalmente, num processo pra poder voltar atrás. Por exemplo, você leva a mão em concha pra caçar a mosca que, pousada na mesa, esfrega as patinhas. Toda sua vida está empenhada num gesto que não significa nada pro equilíbrio funcional do mundo. A mosca, por sua vez, está pensando talvez em o que fará nas férias de verão, ou esfrega as patinhas de contentamento porque saiu o décimo terceiro. Esses movimentos simultâneos criam em torno uma onda emocional de dez mil watts. Não adianta pensar em ecologia, na família que a mosca tem pra criar, no trauma que se alojará em seu mais profundo ser pela prisão eminente. A mão voa e a mosca tenta voar. O encontro está escrito. E, se você sentir que ela está presa, vai, ato contínuo, jogá-la no chão. Adeus, mosca!

Tem outro exemplo, mas é menos importante. Você está casado há dez anos e não vê nada além da porta da rua como saída. Bem, como eu disse, isso não é tão importante. E esse negócio de dizer que se investe muito, emocionalmente, num processo – sem se poder voltar – é coisa que está fora de moda. A menos que você seja uma mosca morta.

               (in Teoria e Prática de Pareceres e Objeções)

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h39
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urgência
         

Vamos fazer o almoço,
vamos preparar o jantar,
vamos fazer o café da manhã.

Vamos comer enquanto
a comida está quente
e a vida não esfria.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h20
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Esta é minha árvore de Natal.

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h17
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Modos reativos do comportamento humano

 

1.     Um homem mergulha de cabeça num rio sem saber a profundidade. Bate a cabeça no fundo e morre. Cinco anos depois, sua alma, vagando por aí, não mergulha nem em copo d’água.

2.     Um menino de onze anos, em férias na fazenda do avô, cai do cavalo e fica com defeito na perna. Dez anos depois ele não é aceito nas corridas Jockey Clube. Porém, por seu bom pedigree, vai para a reprodução e se sai muito bem.

3.     A mãe força sua filha de dez anos a tocar piano, aprender balé, comer jiló, fazer inglês, freqüentar academia de ginástica, usar aparelho nos dentes, aprender a nadar, ir às aulas de pintura, estudar boas maneiras e tirar dez em todas as matérias. Com dezoito anos, a moça sai de casa e vai se virar como dançarina em casas noturnas.

4.     Um homem vai a uma loja comprar um par de sapatos novos. A vendedora, cheia de sorrisos, diz que só tem dois números abaixo do par escolhido. Sempre sorrindo, sugere que o homem experimente. Aquela forma é mais larga e o número 38 serve em quem calça até 43. O homem vai preso três dias depois, sob acusação de esganar o filho que pediu um par de patins no Natal.

5.     Um homem compra um carro 0 km e ele apresenta defeito. Leva na concessionária e nada é resolvido. Quatro meses depois, ele compra uma harpa e vai cantar nos shoppings durante as festas de fim de ano.

6.     Uma mulher é abandonada pelo marido. Ele não deixa nem bilhete de despedida. Cheia de tristeza, com o coração partido e dívidas enormes, ela resolve se recolher e fabricar bombons de chocolate recheados com morangos. Fica muito rica e aparece na reportagem de capa da revista Unhas dizendo que é feliz com seu novo amor: uma bombona de 20 litros de água mineral.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h49
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John Turmann - O autor e a obra

 

Shermann Block nasceu no subdistrito de Flaubert, New Pork, aos oito anos. Logo depois, já dominava a profissão de farmacêutico e foi rejeitado como treinador de cavalos de corrida por não ter carteira de motorista. Sua mãe tinha situação econômica estável, o que não acontecia com o pai. Assim, ela dava dinheiro a ele e o pai tomava. Sherman continuou pobre até que resolveu trocar de nome para John Turmann e roubar um banco em Delay City. Do dia pra noite estava nadando em dinheiro e no Mediterrâneo. Duas vezes foi salvo de morrer afogado no dinheiro. No Mediterrâneo saiu-se bem. Nessa altura, Turmann já tinha dois filhos e um par de algemas pra criar.

Na cadeia, Turmann conheceu a alta malandragem da vida torta e virou escritor. Nada mais normal. Em seis anos de cana braba, um volumoso livro estava pronto. Foi usado pra dar na cabeça do vigilante e possibilitar a fuga dele, Turmann, e mais oito meliantes de alta periculosidade.

Turmann não perdeu tempo e casou pela terceira vez. Já na avançada idade de trinta anos, parecia um sábio chinês. E exercia mesmo o guruato sobre cães, gatos e porquinhos-da-índia, receitando chás e livros eróticos.

Turman, todavia, não parava de escrever e logo se tornou uma celebridade. Seu best-seller “Durma, dromedário, durma!” fascinou até mesmo o xeique de Al Alah Alah, que o convidou pra jogar pedra nos camelos que cruzavam o deserto. A caravana passava e eles jogavam pedra. Donde surgiu um ditado famoso: “O mundo é assim mesmo e ponto final.”

Nossa editora teve o prazer de publicar seis livros de John Turmann, sob o pseudônimo John Turmann, que foram muito apreciados. Hoje apresentamos o sétimo título: “Deus é Deus, o resto é...”, sob o pseudônimo John Turmann. Leia, indique e voe pra bem longe, em vários pedaços, quando o carteiro entregar nossa carta-bomba.

 

Cordialmente, Editora Editesoura



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h23
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Bacchus (Baco), de Caravaggio, pra acompanhar as orgias gastroetílicas do final de ano.

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h52
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Van Gogh em 1888 – Arles

Um dia você também verá o auto-retrato que enviei a Gauguin, pois espero que ele o guarde.

É todo cinzento contra Véronèse pálido (sem amarelo). A roupa é aquele casaco castanho bordado em azul, mas no qual exagerei o castanho, até chegar ao púrpura, e o tamanho dos bordados azuis.

A cabeça foi modelada em plena pasta clara contra um fundo claro quase sem

sombras. Apenas fiz os olhos um pouco oblíquos, à japonesa.”
(Van Gogh em “Cartas a Théo”)

Achei o quadro, depois de procurar bastante. Ele mostra a forma que Van Gogh encontrou para dar boas vindas ao Gauguin, que estava pra chegar a qualquer momento e iria morar com ele. E Van Gogh escreveu assim pro irmão: “(...) Gauguin chegou com boa saúde. Ele me dá, inclusive, a impressão de estar melhor que eu.” Théo havia vendido um quadro de Gauguin e Van Gogh disse que ele estava muito contente. Mais adiante, escreve: “Não posso fazer nada se meus quadros não vendem. Contudo, dia virá em que veremos que eles valem mais do que o preço que nos custaram em cores e minha vida, afinal bem pobre.”

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h11
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Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h38
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Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada. Já tinha colocado um Coldplay, "Clocks", muito bom. Mas, achei um ótimo clipe pra esta semana em que o espírito de Natal baixa no terreiro e nos mais renitentes corações. O clipe do The Pogues foi gravado em 1987, com a participação da cantora Kirsty MacColl. Ela morreu, em 2000, aos 41 anos, atropelada, por um barco a motor quando fazia mergulho numa área reservada no México. O cantor Shane MacGowan foi despedido, em 1991, do The Pogues por problemas com álcool.

Happy X-mas! Happy New Year! Fairytale of New York! Fairytale of Curitiba! Fairytale of You!

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h00
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alta o médico dá uma

dá duas dá três

aí vem o agente funerário

e dá baixa de uma vez



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 10h42
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