NEOpseudoSUPRAhiperULTRAsuperMEGApower do Werneck
  
Pra quem reclama que 'nunca dá tempo', é bom saber que Van Gogh fez mais de mil desenhos e centenas de quadros morando, comendo e vivendo precariamente. Deixou obras de uma leveza impressionante, como essa acima, apesar das agruras do dia a dia.

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h13
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Novidades no front: dê uma olhada no site:

http://bagatelas.net

 Estou lá.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h57
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 Duas histórias de Don Juan moderno –

 

Primeira: Dr. Don Juan

 

José Maurício era muito feio. Teve infância atormentada pela feiúra. Cedo começou a manter distância do resto dos seres vivos. Seu aspecto, quando já rapaz, pouco significava para as moças. Ele era repelente. Além disso, sua educação não ia adiante, não progredia na escola. Ele conseguiu emprego sem muita expressão, ganhando o suficiente para tentar um plano diabólico. Com uns vinte e cinco anos, começou a se passar por médico. Comprou adereços como calça, jaleco, camisa e sapatos brancos e saía sempre vestido assim. Não tinha amigos, por isso não chamava atenção de ninguém para o fato de ser ou não doutor. Para completar o plano, passou a freqüentar a cantina das faculdades que não fossem ligadas à área médica. Se sua cara não ajudava, sua roupa dava ar de inteligente, de responsável, de primeiro time. Ficava sentado tomando cafezinho, com alguns livros ao lado e fazendo cara de sério e concentrado. Ensaiou tanto seu papel que acabou por conquistar a atenção de uma moça muito bonita. No dizer dos outros alunos e do mundo: um ‘mulherão’. Muito esperta, cheia de vida e amor para dar. Eles, nos primeiros encontros ali mesmo, na cantina, trocaram impressões de vida e de futuro. José Maurício, à medida que as conversas evoluíam, foi entrando em pânico. A moça perguntava sobre seu trabalho, sobre sua especialidade, etc. Ele foi se saindo como podia até que teve que marcar encontro fora da cantina. Uma idéia brilhante ocorreu. Ele foi até um hospital afamado e entrou em entendimento com o guardião do estacionamento. Daria gorjeta para poder estacionar o carro ali, e criou uma história para que o cara não deixasse a moça entrar no ‘consultório’ dele por causa de muito trabalho. Ela devia esperar ali fora. Na noite marcada, ela esperou e ele, de fato, saiu pela porta do hospital e foi ao encontro dela todo esbaforido. Alegou muito trabalho, cirurgias, atendimento a necessitados, etc. A moça foi definitivamente fisgada. Até o levou à sua casa para conhecer a família. A feiúra dele nem foi notada diante do entusiasmo da moça: um doutor! Ele, com o correr dos dias, chegou até a dar consultas de emergência a algum familiar. Até receitava remédios e outros cuidados. O envolvimento amoroso chegou finalmente ao altar. José Maurício fez das tripas, coração para levar tudo a bom termo. Só que o casamento tem mais que festa. Tem o dia seguinte, o outro, os outros, os meses e anos. Aliás, já no primeiro mês, não entrou o dinheiro que se esperava de um doutor importante. No segundo, a moça anunciou herdeiro a caminho. A situação ficou sem nenhuma sustentação e José Maurício teve que confessar que era apenas um funcionário comum numa empresa comum, ganhando pouco. O choque foi total. A notícia chegou à família dela como um raio e apavorou. Aquele mulherão estava sem nada e com um filho na barriga. A família, porém, tratou de colocar tudo em panos quentes. Esfriou a notícia e mandou a moça segurar as pontas. O mal estava feito. A família era indissolúvel pelas leis da Igreja. Ela não poderia, sendo tão esperta, alegar ignorância dos fatos. E eles viveram juntos, infelizes para sempre.   

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h25
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Duas histórias de Don Juan moderno –

 

Segunda:

Don Juan sobre quatro rodas

 

Arthur Henrique nasceu em berço de ouro, mesmo que a expressão seja hoje apenas ilustrativa e sem valor de revenda. Arthur Henrique é filho do afamado escrevinhador de notícias sociais, desaparecido do convívio dos vivos, no renomado Diário da Metrópole. Essa condição, por si só, não dava a ele o status de rico, porém o pai tinha realmente acumulado certa fortuna provinda de herança paterna.

Arthur Henrique cresceu e viveu nas bordas da alta sociedade, graças à penetração do pai, com fatos e fotos sobre eventos, grandes festas e acontecimentos. O rapaz fez amizades com filhos de pessoas da classe A e cultivou como pode. Não foi muito de ir à escola e o pai o colocou no seu staff para registrar as ocorrências festivas dos clubes de primeira linha. Não se sabe muito bem como ele chegou a levar às últimas conseqüências um plano mirabolante para conquistar moças que o interessassem. É preciso registrar que ele comparecia às festas e comemorações a bordo de um automóvel com motorista particular. Tinha seu carro próprio, mas desse modo podia até se exceder nas atividades sócio-etílicas que tudo terminava bem. Mas, vamos ao seu plano mirabolante para se tornar um Don Juan moderno sobre quatro rodas.

Arthur Henrique, tão logo se interessava por uma moça, seguia-a em seu próprio carro, com o motorista particular indo no outro. Em determinado momento, ele avançava com o carro e batia de propósito no carro da moça. Ó, que situação! Com extremo, porém falso e estudado, cavalheirismo, ele tranqüilizava a moça, identificava-se e dizia que tudo estava bem. Ela que só esperasse um pouco e ele chamaria seu motorista particular, que prontamente atendia ao chamado do celular. A moça era conduzida à sua casa e seu carro seria consertado às expensas dele. Ficando o motorista particular à disposição dela no período. Nem é preciso muita imaginação para ver a impressão maravilhosa que isso causava. O desfecho (sexualmente esperado) ocorria nos próximos dias.

Arthur Henrique está vivo e atuante: apavorando. Dizem que seu plano nunca falhou. E as moças são logo dispensadas por força de novas aventuras. Incrível, mas...



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h24
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Nu de Edward Munch - poderoso

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h51
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Jonathan Meese - que me lembrou nossa Anette Skarbek

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h32
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Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h16
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Perguntas para você fazer ao Ano-Novo

 

1.     Tem alguma piada nova?

2.     Vi você saindo do cabeleireiro em frente. Fez mechas?

3.     Em que dia vai cair o Verão?

4.     Teve gêmeos? Que felicidade dupla, que trabalheira dobrada, né?

5.     Sacolas pesadas, heim? Posso tomar conta enquanto vai ao banheiro?

6.     Que lindo piercing! Tinha pra homem?

7.     Véspera de feriado é fogo! Como está o trânsito?

8.     Que aconteceu com seu tornozelo? Futebol ou calçada ruim?

9.     Já jogou na mega sena? O prêmio acumulou!

10. Vai comprar alguma coisa ou só está olhando a vitrina?

11. Será que vai chover? O dia está tão feio, né?

12. Escapou da gripe? Que sorte! Eu tô feio na fotografia.

13. Vi que chegou de Ferrari. Posso tomar conta?



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h09
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14. O que acha que as mulheres preferem? Sarados ou gordinhos?

15. Adolescente problemático tem solução?

16. Teu time vai indo bem no campeonato? Escapou do rebaixamento?

17. Esse filme que todo mundo fala, é bom mesmo ou xaropada?

18. A moda de primavera vai ter muito amarelo?

19. Topa ir num rodízio de pizza? Ou prefere de carnes?

20. Clonaram teu celular? Ficou alta a conta?

21. Levaram teu carro? Tinha seguro?

22. Acha que o presidente cai o não?

23. Tem algum plano para o ano que vem?

24. O Brasil ganha a Copa da Alemanha?

25. Mudou de personal training?

26.  ZZZZZzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h09
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Clique e veja um filme feito por dois americanos, em apenas 3 meses, em PCs, às próprias custas. Muito bom. Trilha ótima. Depois de acessar, clique em Watch 405.

www.405themovie.com

Abraços, Werneck 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h55
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MiniDicionário da Língua Brasileira, por Mestre Werneck

Abecedário – conjunto de sinais gráficos que, às vezes, se encontram para formar palavras ininteligíveis – escritas ou proferidas.  Ditongo – pessoa duas vezes tonga.  Conversa – palavras provindas do abecedário (ver acima) que se misturam no ar, em diversas alturas de som, depois de sair da boca de uma ou mais pessoas, se desencontrando nos ouvidos mais próximos.  Conversa 2 – troca de palavras que escondem os pensamentos.  Discussão – mesmas palavras da conversa (ver acima), só que mais misturadas ainda e sem nenhuma intenção de inteligibilidade ou transmissão de pensamento.  Discurso – reencarnação de palavras mortas e enterradas. Ex.: Vossa Senhoria, Excelentíssimo Sr., Nobre Deputado, Caríssimos colegas, etc.  Língua – parte do corpo humano que serve para degustar BigMac.  Palavra – conjunto de letras, geralmente com alguma forma de aleijão, que pode ser escrito ou falado.  Dicionário - livro muito grosso para ser carregado e cheio de palavras inúteis. Bom peso de papel.  Acentuação – sinal que fica muito bem na linguagem falada. Na escrita é apenas enfeite que não encontra lugar.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h36
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  Tritongo – pessoa três vezes tonga.  Sussurro – conversa de telenovela. Na vida real não existe.  Vocabulário – conjunto de palavras (vide acima) que está em extinção.  Sinônimo – elemento lingüístico em fase de extinção.

Frase – desconjuntado de palavras que se atropelam para atravessar o brejo das idéias. Geralmente, afunda.  Crase – sinal gráfico mais chato que existe. Pior que sinal vermelho do semáforo à noite: só serve pra ser furado.  Pontuação – sinais gráficos que não funcionam na linguagem escrita e na falada só servem para puxar fôlego.  Expressões – pequenos achados lingüísticos que substituem frases, pensamentos, discursos, vocabulário, linguagem, ser humano. Ex.: Meu cara(*), que filha-da-p(*), por(*), tomá no c(*), etc.   Redação – praga do Vestibular.  Livro – objeto quase em desuso por causa do advento da internet e dos videogames.  Biblioteca – lugar onde se faz xerox de livros que nunca vão ser lidos.  Exclamação – símbolo gráfico geralmente usado abundantemente por quem não se admira nada com nada. Na linguagem falada é facilmente trocado por um ducara(*) ou por(*) (ver Expressões), mesmo sem ênfase.

 Livraria – lugar onde se compra CD, DVD, conveniências em geral.

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h28
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Auto-retrato de Edward Munch, autor do famoso quadro O Grito.

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h46
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Boa segunda-feira com White Stripes no clipe, nova curtição minha. Espero que goste. No mais, vou levando até o fim da tarde. Tentando abrir as comportas para descompressão da casa das máquinas. Fim de ano, começo de coisas novas.  


— The plain! The plain!



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h44
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