NEOpseudoSUPRAhiperULTRAsuperMEGApower do Werneck
  

Como temperar a vida. Ou, ritual da obliqüidade.

 

1.     Na intimidade, no meio dos seus pares, o soberano joga truco, gargalha, bebe grandes goles, grita e cospe no chão. Na rua, entre pessoas comuns, limita-se a coçar as partes e tacar o dedo no nariz. Eventualmente, joga papel de doce no chão.

2.     Entre ministros, deputados e senadores, fala ao pé do ouvido, posa nas fotos com gravidade, apóia o braço nos ombros com cumplicidade. No meio das gentes comuns, o soberano faz cara de não sei de nada, não fui eu, escolhi mal os asseclas.

3.     Nas refeições entre pessoas comuns, não toca na bebida, serve-se de porções mínimas de comida e nem ri. Entre seus pares, o soberano arrota, bebe doses duplas de uísque sem gelo, pega carne diretamente na churrasqueira com as mãos, joga osso pra trás e, quando vai ao banheiro, mija fora do vaso.

4.     Ao telefone, com seus pares, troca gentilezas, oferece propina, pergunta o preço da corrupção no câmbio do dia e insiste nas cifras. Ao vivo, na tevê, o soberano mexe muito as mãos, coça a cabeça, ri sem graça e ameaça o repórter com sua autoridade.

5.     Diante dos juízes, sofre ataque fulminante de amnésia, fala horas sem dizer nada, insiste em que não conhece nem sua mulher, com quem está casado há 15 anos. Na sua chácara, o soberano solta os pitbulls, liga pra Suíça, cai na piscina pelado e começa a escrever um volumoso livro de memórias, todas bem documentadas.

6.     No tempo de eleições, come pão seco, toma água com as mãos, veste roupa velha, arma um sorriso grudento, abraça jacarés e beija jararacas, perde o dicionário e os sapatos de cromo alemão. Depois da apuração, o soberano vira cometa e perde-se no buraco negro da política.

 

Ensina o Mestre Confúcio: “O homem de bem não admite, nem em pensamento, estar fora de seu lugar.”



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h47
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O Iceberg que canta e dança

 

Os cientistas (sempre eles) encontraram um iceberg que canta e dança. Eu estava escutando lounge music – essa que faz que vai, não vai e acaba não fondo – e li a notícia arrasadora. Foi entre julho e novembro de 2002 que os cientistas colheram sons advindos das entranhas de um iceberg de 20 x 50 quilômetros na Antártica. Ele estava tranquilamente no banheiro entoando um som totalmente novo e cheio de vida. A freqüência era muito baixa (0,5 hertz) para ser ouvida por um ser humano, mas instrumentos captaram. Os cientistas demoraram todo esse tempo pra dar a notícia porque temiam que os baianos usassem aqueles sons tão puros, tão límpidos, pra entupir nossos ouvidos com timbaladas e axés baseados nele. Hoje, o iceberg, que atende pelo nome Ekstroem, foi procurado por uma importante rede de televisão brasileira pra que sua música seja tema de abertura da novela principal e se transforme num hit-relâmpago nacional. A vaidade o derreteu um pouco, porém não aceitou. Ele teme se deslocar pra lugares muito quentes, feito Bahia, e virar badulaque, enfeite de Trio Elétrico ou destaque de Escola de Samba no Rio. No mais, aceitou gravar um CD pra ser tocado no Juízo Final pela banda Quatro Cavaleiros do Apocalipse, mesmo selo que grava...  (aquele famoso cantor, hmmmm, ah, esqueci!)



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h55
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Galope - Toulouse-Lautrec pra lembrar dos meus tempos de turfista fanático.

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h14
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Se as duas hipóteses não são compatíveis, desfaça-se a tese.

 

Neomicina é um antibiótico típico. Foi descoberto por Selman Waksman quando ainda era apenas uma dançarina de boate. Selman viajava de carro com a família pelas poeirentas estradas norte-americanas e teve que parar para perguntar qual era o caminho marítimo para as Índias. Mal entrou na malcheirosa espelunca e apaixonou-se por aquela moça de olhos fundos e cansados que tirava as roupas sob os olhos atentos e maliciosos dos caubóis. Neomicina era filha do Streptomyces fradie, um vagabundo da pior espécie, e sua mãe era desconhecida. O gênero Streptomyces, como qualquer colecionador de selos sabe, compreende bactérias aeróbicas, gram-positivas, de vida livre e desregrada, filamentosas e faladeiras, não fotossintetizantes, em forma de bastonete. Todas essas más qualidades viraram hifas aéreas que produziram cadeias de conídios, mas não esporângios. É claro que Selman declarou sua paixão à Neomicina ali mesmo e fugiu com ela pela porta dos fundos, deixando a família a ver búfalos e tumbleweeds. Selman e Neomicina foram felizes até onde puderam. Tiveram mais de 10 mil culturas examinadas, cerca de 400 antibióticos isolados e estudados, porém só 20 foram lançados no mercado. Entre esses filhos talentosos, podemos citar estreptomicina, framicetina (tinha lindas pernas), tetraciclina, cloranfenicol (casou, em segredo, com Michael Jackson), eritromicina e novobiocina (excelente cantor de blues). Neomicina separou-se de Selman porque ele apresentava um cheiro pronunciado de terra. Ela associava a ele o cheiro de bolor das folhas nas matas úmidas. Chorava muito quando ele estava longe, pois soubera de seu envolvimento com outro antibiótico que entrou na moda: Penicilina. Lá por 1940. Foram vistos, aos beijos e abraços, em frutas e verduras em decomposição e na produção de queijos.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 10h46
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DIVIRTA-SE COM U2, LETRA E MÚSICA...
Vertigo (U2)
Unos dos tres catorce!
Lights go down, it’s dark/The jungle is your head/Can’t rule your heart/A feeling is so much stronger than/A thought/Your eyes are wide/And though your soul/It can’t be bought/Your mind can wander
Hello hello/I’m at a place called Vertigo/It’s everything I wish I didn’t know/Except you give me something I can feel, feel
The night is full of holes/As bullets rip the sky/Of ink with gold
They twinkle as the/Boys play rock and roll/They know they can’t dance/At least they know….
I can’t stand the beats/I’m asking for the cheque/The girl with crimson nails/Has Jesus round her neck/Swinging to the music/Swinging to the music/Oh oh oh oh
Hello hello/I’m at a place called Vertigo/It’s everything I wish I didn’t know/But you give me something I can feel, feel
Check mated/Oh yeah/Hours of fun…
All of this, all this can be yours/All of this, all this can be yours/All of this, all this can be yours/Just give me what I want and no-one gets hurt….
Hello hello/We’re at a place called Vertigo/Lights go down and all I know/Is that you give me something
I can feel your love teaching me how/Your love is teaching me how, how to kneel…
Yeah yeah yeah yeah

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 17h21
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   Civilização é dose pra elefante

Moro praticamente no centro de Curitiba. Nos terrenos baldios, ao lado, tem o que nós chamamos publicitariamente de ‘bosque nativo’ quando vendemos edifícios. Ali habitam preás, saracuras, pombas selvagens, rolinhas, ratos, gambás, quero-queros, porquinhos da Índia e outros animais menores. Volta e meia acho alguns estendidos, atropelados que foram pelos implacáveis automóveis. Na Índia, é preciso um trem pra atropelar os elefantes. Foram 50 mortos nos últimos três anos. Esse da foto foi ontem.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h12
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   Benin - Africa - foto Anetapawel Wojtyszyn


veja como olham

olhos

que olham

o que talvez

você nunca

veja como talvez

você nunca  

queira ser olhado



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h50
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Gênesis cap. 1

 

GOD HAD NO PHOTOSHOP



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h41
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Toulouse-Lautrec pra acordar o povo.

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h41
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Nascemos todos loucos. Só alguns escapam.

 

A mãe de Beckett trabalhava como enfermeira antes de casar. Mesmo assim, ele ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1969. O pai fez o que pode pra ele ser um especialista em alguma especialidade específica, mas nunca decidiu por alguma. Ficou por isso mesmo, numa rua qualquer de Dublin. Dessa maneira, James Joyce, vendo que já não ia bem da vista, contratou-o pra escrever Bare-footed, bare-necked, bare-headed man, mas Beckett achou que Finnegans Wake era mais ‘comercial’. Imagine! A quatro mãos, os dois se divertiram muito. Armaram até cama-de-gato. Beckett conheceu Eugéne Ionesco e achou absurdo que ele ‘transformasse tudo num verdadeiro canteiro de obras visando permitir que mudanças significativas fossem alcançadas e consumadas em benefício da melhoria continua dos processos’. Assim, ambos constituíram a mais completa e experiente equipe de profissionais, habilitada a prover os melhores produtos e serviços para o segmento ‘dramaturgia’. Beckett largou sua coleção de ensaios pra desposar uma linda estudante de piano, a quem chamava carinhosamente de Coquita. Quando ele ganhou o Prêmio Nobel, ela comentou horrorizada: “Que falta de decoro parlamentar!” Beckett recusou-se a ir à festa porque seria abrilhantada pela dupla sertaneja da época: Molloy e Malone. Na verdade, uma tragicomédia em dois atos, que virou só tragédia quando caiu o pano e fechou o pau entre os cantores. Beckett escrevia em francês e depois traduzia pro inglês só pra ver como é que ficava. Aí, hoje os tradutores pegam do inglês e traduzem pro português, só pra ver como não seria. Ele tentou a vida inteira escrever ‘literatura sem palavras’. E, segundo a lenda, parece que conseguiu. Seu último livro publicado sob esse lema nunca foi lido. Beckett nasceu em 1906, viveu por toda a vida e só foi enterrado depois de morto em 1989. Dizem as más línguas que estaria vivo até hoje, se não tivesse o azar de morrer.

 

(do livro Mr. No – que nunca será escrito)



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h47
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   O clipe de hoje é uma grande homenagem ao amigo mineiro sediado em Brasília: Alexandre Marino. Ele me mandou seu mais recente livro. O belíssimo Arqueolhar. Bonito desde a capa, passando pela diagramação até os poemas. E vice-versa. Um garimpo milagroso e da mais alta voltagem. Abraços, Marino.

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 09h16
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Bola ao alvo!

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 19h00
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Amor, estranho amor!

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h56
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   Foto estranha: + uma

Quem vê cara... Ou, Jack Palance vive!

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h55
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   Mais uma foto estranha!


Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h47
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Hoje é dia de fotos estranhas. Essa é fora de concurso.

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h15
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 1792/1822
Não vou te chatear  com Shelley. Mesmo porque é muita coisa na vida de alguém que só viveu 30 anos na Inglaterra. Li a biografia romanceada da André Maurois - bem água-com-áçucar. E depois li alguns ensaios biográficos na internet. Ah, deixa pra lá. Não vou te incomodar com coisas de outros mundos. Talvez ponha aqui algum poema dele e do Byron. Mas... deixo por conta do sol dessa segunda-feira e de outros dias.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h07
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Pra quem só conhece o quadro O grito, do Munch. Aqui um muito bom.

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h52
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Zidane marca gol e mostra o...

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h49
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