NEOpseudoSUPRAhiperULTRAsuperMEGApower do Werneck
   Achei um clipe fantástico do Fat Boy Slim. Nele, o ator Christopher Walken dança espetacularmente num saguão de hotel. Dance, dance, dance. Enquanto isso, vou seguindo a trilha de Shelley nas peregrinações pela Inglaterra. Depois eu conto, se você tiver paciência pra ler. Só digo que Shelley viveu apenas 30 anos, mas bagunçou o coreto da aristocracia. Tudo em nome do que ele chamava de 'guerra à Intolerância'. Escute, olhe, e ...

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h32
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Desvio


Convide o espelho

para refletir sobre

o caso preocupante.

Ele refletirá

só um rosto.

Brigas de casal

 

A porta da casa

é serventia da rua.

A porta do carro

é serventia do bar.


 

Proposição caseira

 

“Vamos tentar

conviver pacificamente.

Se não der,

vai na porrada mesmo.”


 

Ritual turístico

 

O homem chega de

longe na paisagem.

O homem se emociona

com a beleza da paisagem.

O homem olha pros lados

e, se vendo sozinho,

mija na paisagem.


 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h15
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Que bom que você veio! Se não gostar de nada, pode, pelo menos, dar  comida ao Moby. Ok? Tá lá no aquário. Pegue o potinho ao lado. Se preferir se divertir, clique abaixo:

http://www.riversongs.com/fun/music.html

 

 

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h11
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celebremos o cérebro

o cérebro do time

o cérebro da empresa

o cérebro da quadrilha

o cérebro da máquina

celebremos o cérebro

o célebre cérebro

celebremos o Cérbero

cão dos infernos

que guarda a nossa alma

e se alimenta do coração

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h06
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obra de fôlego

 

tomar ar

24 horas/dia

30 dias/mês

365 dias/ano

a vida inteira

 

eis a obra

haja fôlego



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h38
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    Mary Shelley

O verão de 1816

 

Uma tempestade violenta mudou os rumos da literatura de terror.

Mary Shelley tinha dezenove anos e passava o verão com seu marido Percy Shelley em Chapuis (Geneva). Estavam Claire Clairmont, John Polidori (clínico de Lord Byron, que mancava de uma perna) na Villa Diodoti, alugada por Byron, nas margens do Lago Geneva.

Na noite de 16 de junho, uma fortíssima tempestade impediu que o casal Shelley voltasse para Chapuis e, assim, eles permaneceram na Villa Diodoti com o resto.

A tchurma ficou lendo histórias de fantasmas (numa noite de tempestade!) e Byron teve a inspiração de sugerir que cada um dos presentes escrevesse uma história de fantasmas. Polidori escreveu O Vampiro, primeiro conto vampiresco moderno. Byron mostrou apenas uns fragmentos. Shelley escreveu uma história ‘esquecível’ e Mary não estava inspirada. Porém, a cabeça dela ficou minhocando e alguns fatores ‘extracampo’ contribuíram para que começasse a escrever sua obra-prima. Teve pesadelo, houve um incidente com Byron lendo um poema, Percy Shelley bravo com ele, e ela tomou conhecimento de um texto que falava sobre feitura de humanóides. A mistura toda fez com que sentasse, na manhã de 23 de junho, para escrever Frankenstein. Completou o livro em maio de 1817 e publicou a 1º de janeiro de 1818. Como se vê, Frankenstein, o livro, também nasceu de retalhos de vida.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 17h45
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Sem choro

 

Não importa a pobreza ou a riqueza,

não importa se é dia claro, se é noite de chuva,

não importa o regime político, o atraso do

pagamento, a falta de luz, nem o filme perdido,

o livro abandonado no meio, a geografia do ódio,

a tia chata chegando, a história de amor,

o tédio do domingo, não importa as camas separadas,

as caras viradas, o cachorro latindo no vizinho,

o almoço requentado, o rancor, não importa nada, nem tudo,

não importa se programado ou não,

se se deseja ardentemente ou se é indiferente.

Não importa se deus quer ou se o diabo atenta.

De repente, sem que se dê pela coisa,

uma, de um milhão de sementes

que se lançam a nado no mar escuro, vinga.

E a vida zomba de tudo e vem à luz.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 17h02
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Vislumbre

 

Em algum instante do percurso

vislumbrar a obra pronta.

A capa reluzente,

a gramatura e a textura do papel,

a página diagramada,

as ilustrações,

alguém abrindo o livro

aleatoriamente como quem

corta o baralho e pega uma carta,

o ruído do folhear rápido,

o cheiro de novo que exalam

as folhas borboleteadas.

 

Outras vezes já aconteceu tudo isso

e logo se infiltra um prenúncio

de melancolia.

 

Hora de voltar ao trabalho.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h56
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O perfeito

 

Pelo enviesado da hora

e pelo que capto de perto

de propósito desatento, semidesperto,

pelo que deixo de lado,

nem imagino dentro

e declino de ver por fora –

sendo tudo um só agora

porque não soube ontem

nem tive durante,

só vejo e desejo desse jeito

       me parece perfeito

para hoje, depois e outrora.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h53
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Ficção omnívora

 

O lixo que escrevo hoje

são sobras de ontem

e comida de amanhã.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h52
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Matadouro

 

Da palavra,

tudo se aproveita.

Até o silêncio.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h52
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Senha inválida

 

Tenho que me atirar de cabeça

que é a parte mais dura do corpo.

Tenho que cair de pé

que é a parte que sustenta o peso.

Tenho que ter as mãos livres

que é pra poder agarrar a chance.

Tenho que abrir bem os olhos

que é pra manter o rumo.

Tenho que ter vontade férrea

mas me traio escrevendo.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h51
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Ração diária

 

Meu Paraíso é mais embaixo.

Começa de manhã bem cedo

e não vai além do meio-dia.

Baixo e raso, não ouve sinfonias.

Dá pra medir sua extensão e

seu pulso pelo grito do joão-de-barro.

Bate sol quando quer

e a lua obedece ao calendário

pra ir dormir mais tarde.

Agora pouco, pela única janela

entrou minha ração diária de ar.

É frio e sustenta.

Contra-indicado pra você

que só tem olhos pro sono.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h47
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foto Mark Brunner - Mali - África


longe ou perto

olhar ao vento

do deserto



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h02
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NOTAS DE RODAPÉ DA CIVILIZAÇÃO

 

O fato é que a coisa não cheira bem. No mais, sol e princípio de verão. O mundo da música é infinito, tenha certeza disso. E fui me envolvendo com uns livros novos, comprados no sebo por bagatela, e estou com a cabeça cheia. Achei o título acima muito bom pra um livro. Assim como dei o título ENTRE OUTROS prum novo livro de poemas. Todos os autores são citados com um ‘entre outros’ depois das obras principais, né? Assim... quero ver a confusão que vou criar pros resenhistas (se aparecer algum, um dia). Pra começar, no sábado, a Célia e eu fomos na feira de livros da Praça Osório. Antigamente, putz!, nos meus tempos de colégio, ela se chamava Feira Intercolegial de Livros. Eu ia lá e ficava só olhando. Os livros eram caríssimos pro nosso padrão. Hoje virou feira de tudo, inclusive ‘ponta de estoque’ e ‘sebo’. Imagine que achei A vida de Shelley, escrita por André Maurois e traduzida por Manuel Bandeira. O livro é novo e a edição é de 1957! Quanto paguei? Caia de costas: R$ 3,00. Três reles reais. Não comecei a ler ainda, mas já gostei. Quero ver o ‘romance’ que André Maurois fez. Você deve saber que a mulher do poeta Shelley, Mary Shelley, escreveu Frankenstein, considerado o maior romance gótico. A Célia e eu olhamos a feira inteira. Acontece que as bancas estavam abarrotadas de livros nas prateleiras, no chão, em cestas. Ficavam todos misturados sem nenhuma ordem, seja por assunto, literatura, psicologia, etc. Muito difícil escolher. Deu certo mal-estar pela quantidade de títulos. Mudando de assunto, as meninas (Gradisca, Milena e Anaïs) estão em Curitiba. Fui jantar com elas no domingo e pescar com a Anaïs na segunda. Fomos à represa do Capivari – muito pouca água e nenhum peixe. Minto, a Anais sempre pega: dessa vez, uma tilápia média. Mais nada. Estão trabalhando na reconstrução da ponte que caiu e não podem represar a água. Lendo daqui e dali sobre a aspiração maior do ser humano, estou prestes a lançar uma frase, curta e grossa. Leia, analise, se inspire, torça o nariz, franza a testa, chie, rebata, engula ou não pense nisso. Mas, salvo tudo em contrário, digo que...

 

FELICIDADE É DESEJO.

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h54
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   Boas novas de Curitiba/Londrina

Ueba! A Gradisca, formanda de Arquitetura da Uel (Londrina), passou em primeiro lugar no mestrado de Ciências da Engenharia Ambiental da Escola de Engenharia de São  Carlos (USP). Quarto lugar geral. Beijo, filha!


Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h41
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viver hoje é aproveitar aquele

amanhã que se sonhou ontem



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 09h58
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