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NEOpseudoSUPRAhiperULTRAsuperMEGApower do Werneck |
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Novo C D do Striq tá aqui:
www.striq.com.br

Hoje, 27/09, a partir das 14 horas.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 10h56
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 Um Matisse pro Fantini.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 10h52
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 Grande festa à fantasia em Londrina, no último fim de semana: Milena, Gradisca, Anaïs (minhas filhas) e uma amiga: Érika.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 10h45
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o medo tem medo
o medo tem medo de mim
que não tenho medo
que morro de medo
que só durmo tarde
que acordo cedo
O medo tem medo de mim
que não valho nada
que agüento a parada
que corro pra longe
que me agarro à vida
O medo tem medo de mim
que me represento
que nunca me ausento
que sempre me escondo
que sou do momento
o medo tem medo de mim
que estou lá no alto
que me sobressalto
que ainda me arrasto
que não deixo rastro
o medo tem medo de mim
Música - Werneck/Striq
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h53
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Fugindo do Furacão Katrina
Uma notícia abalou meus neurônios. A gente viu as pessoas fugindo quando o Katrina se aproximava de New Orleans. Milhares de automóveis num engarrafamento brutal. A notícia de hoje diz que as autoridades de lá estão procurando 4.500 condenados por crimes sexuais que sumiram com a passagem do furacão. Desses, 209 são de alta periculosidade. Só que muitos deles podem ter morrido, também. A busca é frenética, mas sem nenhuma garantia de sucesso. As autoridades esperam que eles se apresentem voluntariamente para voltar à prisão. Fiquei pensando nos animais de lá. Nos cães, gatos, cavalos e outros bichos que estavam em jaulas, gaiolas, galinheiros, lojas, circos e outros cativeiros. Fiquei pensando nos insetos todos. Fiquei pensando nos doentes, nos inválidos, nos muito idosos, nos doidos, nos outros presidiários. O furacão igualou tudo. Foi um legítimo ‘salve-se quem puder’. Não tinha pensado nisso.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h29
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Fábulas demenciais 10
Fazia um dia totalmente ímpar e sem lusco-fusco. Uma hora demorava uns seis dias pra passar e os ausentes estavam todos à porta. O bem-te-vi saiu da toca e nadou até o posto de gasolina mais próximo. Nada parecia abalar a situação dos ovos na praça. O quati deu bom dia caloroso ao bem-te-vi e cobrou, sorrindo, sua participação na votação pra síndico da árvore enquanto abastecia o veículo. O bem-te-vi era portador da maior simplicidade e não se abalou com a cobrança do quati. Afinal, eram amigos há décadas e um arranhão na amizade deveria sumir em uns seis ou setes anos. Não mais. Aproveitando a deixa, a coruja que passava por ali fez menção de se aborrecer, ficando totalmente ao lado do quati. Ela, inclusive, passou os dados da discussão para um bando de chupins que pastava na rua. Formou-se, em menos de cinco dias, uma confusão sem precedentes. Setenta casas foram incendiadas, doze panificadoras tiveram as portas arrombadas e oito donzelas receberam voz de prisão. A polícia foi chamada, mas passou a ocorrência pro jardineiro. Este, sem mais nem porém, tomou posse no cargo de prefeito e se mudou pra cidade mais longe. E ainda faltavam quinze pra meia-noite.
Moral: Há males que nem precisam vir pra piorar.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 17h50
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 A Primavera deu em chuva aqui. Porém, Matisse abre a janela de um tempo maravilhoso.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 17h02
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 Ars est homo additus naturae.*
Nesta época do ano, quando floresce a pedra d’água sobre montanhas de entulho, é preciso reduzir as expectativas, diminuir os discursos e modelar na face da Lua o espírito cambiante do magro poema. Há algo de ligeiramente disforme no ar que leva os olhos a procurarem a guerra. E eu continuo insatisfeito com tudo. Com o andamento do blogue, com as músicas, com essa coisa chata que está pesando e que se chama ‘atual conjuntura política e econômica’. E, principalmente, com a enxurrada de besteiras que assola a internet. De trezentos e-mails, duzentos e cinqüenta falam de como é importante a ‘amizade’, de quão solícitos e bondosos são os amigos, de como é bom ter a mão de um amigo por perto, etc. E tudo com fotos de animaizinhos bonitinhos em atitudes que pretendem enternecer. E já descobri que os fazedores dessas mensagens nunca sabem como terminar. Sempre que acabam as fotos, ainda tem conselhos e lembretes. E o indefectível ‘repasse para seus amigos’. E eu vi numa banca uma revista que fala das novelas da Globo. Nas quatro chamadas de capa só coisas ruins: Fulana joga o carro em cima da Beltrana, Sicrana rouba o amor de Troiana, Gregoriano tenta matar Uruboiana, Sorana deixa o Boiano na miséria. Coisas tão instrutivas e comoventes, não? E eu que pensava como seria a vida dos antigos, sem luz, agora estou sem energia em casa há duas semanas. Sem som nem água quente. E agora vem a votação nacional para impedir a fabricação de armas de fogo. E nós seremos obrigados a votar. Coisa ditatorial num tempo de desgoverno geral. E estou lendo o livro do Caetano (Verdade Tropical) e vendo que tudo não passou de ilusão. A famosa utopia de ‘dar novos caminhos para a Música Popular Brasileira’ virou em forró, hip hop, rap e tecno e MTV. É nóis na rave! As rádios esqueceram tudo em nome da folia do jabaculê. As rádios estão nas mãos dos políticos. E eu que fico pensando que não é preciso estar atento e forte. Não é preciso aprender a ser só. Não é proibido proibir. Ah, esqueci de dizer que os outros cinqüenta e-mails são de coisas aleatórias, fotos engraçadas e nada pessoal. Undisclosed recipient e bocas fechadas. E Bacon disse: * ‘A arte é o homem adicionado à natureza’ e por isso a arte já está com superpopulação – virou Xangai!
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h59
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 Adeus, inverno!
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h28
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Fábulas demenciais 9
A ratazana ia tangendo um bando de patos rumo ao lago. O céu estrondava de azul e o sol servia luz quente em ondas cíclicas. O verde se estendia pelas nuvens, a grama arrulhava. Tudo pendia para um dia sem contorcionismos e de puro lazer. O bando marchava salutarmente e o caminho encurtava a olhos vistos. Na beira do lago descansava um boquiaberto e lúdico jacaré. Os dentes serrilhados, os olhos fixos, a couraça estúpida. A ratazana prontamente ordenou que o bando parasse. Protestos generalizados. A muralha não se movia um fiapo. O caminho estava bloqueado. A ratazana tentou diálogo, mas o poço de ignorância não tinha fundo. Num piscar de olhos, ela teve um brilhante pensamento. Cochichou no ouvido do jacaré que um belo veadinho estava bebendo água despreocupado e era caça fácil. O jacaré nem se moveu. Numa segunda tentativa, a ratazana ofereceu o último livro de um famoso escritor de auto-ajuda. Nem um movimento. A ratazana o xingou de ocioso ao sol, de obstruidor da passagem de cidadãos honestos em dia de descanso. De repente, passou logo na estrada acima um carro de som anunciando liquidação de geladeiras no Hipermercado Vaca Amarela. O bando dispersou alvoroçado. Uma lágrima rolou dos olhos do jacaré. Ele estava desempregado.
Moral: Tem histórias comoventes de coisas que nem se movem.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h16
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 Esse é o mapa do Estado do Rio de Janeiro. Pra quem ainda não sabe, a família Werneck já foi feliz fundadora de uma cidade. Bem ali, ao sul da Paraíba do Sul.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h16
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 Pra comemorar a Primavera chegando, uma vista do Parque Barigui. Curitiba com ares de paz e amor.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h50
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Autobiografia compacta
Escrever uma autobiografia é, na verdade, escrever uma série de minibiografias que fazem nossa vida ter sentido. Acontece que a gente está, quase sempre, muito distraído para com o que acontece na vida dos outros, mesmo que esses outros estejam influindo na nossa vida. Nunca se sabe o que se passa na barriga dos outros, como diz o ditado judeu. Se eu tivesse que escrever a minha, teria que lembrar direitinho do primeiro filho da putz que me fez pedir demissão no meu primeiro emprego. Ele alegou que se eu fosse demitido teria uma mancha na minha carteira de trabalho. Eu pedi e fiquei sem o dinheiro extra. Aí, teria que lembrar da minha primeira professora no primeiro dia de aula. Do primeiro flerte na sala. Depois, lembrar de alguém, de mais alguém, de alguém mais. Sempre com um olhar parcial, ou seja, só daqui pra lá. Analisar a vida dos outros em circunstâncias que, aparentemente, diziam mais respeito a nós é muito complicado. Olhando tudo daqui, não me vejo com disposição, memória e imparcialidade suficientes para isso. Ponto final.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h39
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Frases sem pé nem orelhas

Mais vale ter um conjunto coerente de erros do que uma banda desafinada de acertos.

Deus criou o sol. O pôr-do-sol veio por ocaso.

O acaso não pega ônibus.

Quando a carência é prolongada o gozo é imediato.

Quem tudo perde, tudo quer.

Livre como um táxi bandeira dois.

A vida também passa na televisão, mas em horas mortas.

Ser achado por uma bala perdida é encontrar o outro lado da vida.

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h25
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— Vá ver no pai dos burros.
Tem coisas que precisam mudar. Fiquei pensando no apelido que o dicionário ganhou há séculos. Acho que está totalmente errado. Por causa desse apodo, as pessoas fogem do dicionário como o Bin Laden foge do Bush. Pode notar, se alguém precisa consultar o dicionário fica todo sem jeito. Parece que está cometendo um pecado. Se a gente nascesse sabendo, tudo bem. Mas palavras têm que ser aprendidas durante toda a vida. Um burro, mesmo, jamais consultaria um dicionário. Abaixo o pai dos burros. Dicionário é pai dos sábios. Só quem sabe das coisas entende que precisa ter sempre um dicionário ao lado e tão folheado como a Bíblia pelos religiosos.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 09h42
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 REVÓLVER É UMA FACA DE DOIS GUMES.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 17h05
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Pra continuar a segunda musical, registro que a música Não diga nunca mais essa palavra, do Striq e minha, tocou hoje na 96 FM. e deve entrar na programação da 98 FM. Soca a bota, Striq!
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h54
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 Pra começar bem a semana, crie você mesmo sua sinfonia!
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h23
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Um endereço muito bom pra quem gosta de bons escritos. Meu colega de Colégio Estadual do Paraná tem o que dizer. A história de amor da Dona Helena Kolody, poeta curitibana, vale ouro.
http://paginas.terra.com.br/arte/domingosvanerven/
Vá e deleite-se. Já que não tem o que dizer aqui...
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 09h38
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LUTAR COM PALAVRAS É A LUTA MAIS SÃ.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 09h29
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