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NEOpseudoSUPRAhiperULTRAsuperMEGApower do Werneck |
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 Ói, nóis nas festa junina.. Vamo que vamo... Beijo, Célia.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h04
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 NeoPseudo... procurando o leitor!
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 17h31
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se eu te roubar um beijo
se eu te roubar um beijo menina
você pode achar graça ou ficar séria
mas vai sentir que da minha boca
pode sair mais do que palavras loucas
se eu te roubar um beijo menina
você pode ver estrelas cadentes
e dar mais de mil voltas no universo
vendo que tem verdade nos meus versos
se eu te roubar um beijo menina
você vai me entender para sempre
e ver que a vida é boa e tão bela
que o mundo vai além das estrelas
se eu te roubar um beijo menina
é prova maior que te amo demais
é certo que desejo mais que um beijo
é certo que quero muito mais
é certo que quero muito mais
(Música nova Werneck/Striq)
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 17h28
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 Saudações a todos os (bravíssimos) leões de agosto...
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 17h19
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 Tem dia que de noite é assim/tem hora que eu não respondo por mim.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 17h13
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Deu na Barra da Tijuca (RJ)
 que importa a baleia morta — na areia desfila vivíssima sereia
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 17h06
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A música que está tocando agora é:
vá pros quintos do universo (Werneck/Striq)
era de noite quase madrugada/e eu sentado ali naquela mesa/levando um papo com a solidão/que se afogava na minha cerveja//e de repente num clarão do céu/desceu um ovni bem na minha frente/desses que um dia todo mundo vê/e você é louco porque nunca viu//saiu de dentro um monstrinho verde/cabeça grande e olho esbugalhado/me acenando como um velho amigo/desses que um dia a vida afasta de nós//lá pelas tantas e tantas rodadas/a gente já estava se entendendo/numa linguagem que era mistura/grecobaiana com marcianês//ele contou que chegava de longe/coisa de um milhão de anos-luz/porque a Terra dele estava em guerra/muita ganância inveja e desamor//eu dei risada e ele não gostou/e expliquei que a coisa aqui tá preta/tem fome ódio tiros e terror/tem palhaçada grito e muita dor//pegue sua nave e abra todo gás/antes que peguem você pra capar/pra pesquisar abrir esburacar/virar chacota na televisão//se descobrirem que tem coração/igual ao nosso vai ser bem pior/vai ter que enfrentar a solidão/que te arrasta pra mesa do bar//aqui a coisa não tá brincadeira/antes que prove mesmo que esperneie/vai acabar virando artigo de lojinha/de tudo por um e noventa e nove//pegue sua nave e abra todo gás/vá roubar pedra em marte ou na lua/voe pra lá dos quintos do universo/onde talvez você encontre paz//pegue sua nave e abra todo gás/vá roubar pedra em marte ou na lua/voe pra lá dos quintos do universo/onde talvez você encontre a paz //pegue sua nave e abra todo gás/vá roubar pedra em marte ou na lua voe pra lá dos quintos do universo/onde talvez você encontre talvez a paz//
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h11
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Leia em voz alta:
Este é eis chato
Este é um gato
Este é jeito chato
Este é de gato
Este é manter chato
Este é um gato
Este é idiota chato
Este é ocupado gato
Este é por chato
Este é quarenta gato
Este é segundos chato
.......
Volte e leia, na vertical,
apenas a terceira palavra
de cada frase.
Versão brasileira: Wernas
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h58
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fazendo café
fazendo o café da manhã
pensando nas coisas que rolam e ficam
me enrolando pra tomar banho
olhando pra fora à procura do céu
lembrando de coisas passadas recentes
a xícara quente o pão amanhecido
janela aberta o dia que entra dizendo
agora é tarde ainda é cedo talvez amanhã
ou nunca jamais de repente quem sabe
fazendo o café da manhã
coando o tempo na garrafa térmica
temendo que a chuva me pegue na rua
lembrando de coisas passadas distantes
migalhas caindo na mesa e no chão
a roupa estendida em cima da cama
sapatos gritando bem longe da mão
agora é tarde ainda é cedo talvez amanhã
ou nunca jamais de repente quem sabe
fazendo o café da manhã
filmando a nuvem que vem pelo ar
abrindo a porta que dá pro quintal
lembrando de coisas passadas e mortas
crianças correndo e carros passando
reflexo do sol nas vidraças e caras
a vida explode e pássaros cantam
agora é tarde ainda é cedo talvez amanhã
ou nunca jamais de repente quem sabe
ainda amanhã agora é tarde quem sabe
talvez de repente ou nunca é cedo
nunca de repente talvez quem sabe agora
é cedo amanhã ainda talvez
(Música nova Werneck/Striq)
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h29
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 Cada vez mais... engraçados.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 10h13
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 Doutor cirurgião - no primeiro matadouro.
 Atiro em quem ultrapassar, atiro de novo nos que sobreviverem.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 09h54
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 Engraçados são eles!
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 09h46
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 Olha a Anaïs em dose dupla: no cartaz da Coca-Cola, cantando na banda e em plena Av. Consolação, bem perto do começo da Av. Paulista.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 09h37
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Nós, brasileiros, nos achamos engraçadinhos... Mas, veja estas fotos:

 Que tal? W,
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h17
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Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 15h01
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Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h38
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MUNDO ATUAL
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GENTEGENTEGENTEGENTEGENTEGENTEGENTE NADAMENOSURGENTENADAMENOSURGENTE
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h11
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Conclusões inconclusas sobre Mente e Cérebro – o livro
Não sou psicólogo nem nada. Sou curioso. Me espanto com tudo o que vejo no comportamento das pessoas por ser apenas espantável. Não pra corrigir ou ser superior. Me admiro. Talvez um dia use num texto, num conto. Mas a primeira coisa é que me admiro, por exemplo, de ver pessoas chiques num jantar de casamento. Caem matando como se a comida fosse acabar e eles morrerem de fome. Fico espantado com a diferença entre cultura e dinheiro. Com a fachada e o estofo. Os psicólogos dizem: ‘Isso é perfeitamente explicável.’ Mas, a explicação não convence. Tem cara que entra em campo, numa pelada, e bate a torto e a direito, xinga, berra. E, na convivência normal, é todo santinho, ‘boa gente’. Tem gente que ‘separa’ o comportamento das pessoas: ‘Ah, lá ele é assim, aqui, é assado.’ Isso pra gente aturar o cara. Como dizem os apicultores: ‘As abelhas só atacam quando se sentem ameaçadas.’ Putz! Como saber se elas estão sendo ameaçadas, na árvore, com você apenas sentado na beira do rio pescando? O fato é que essas coisas da cabeça me intrigam. Por exemplo, agora, quando descobrem que ‘somos humanos e precisamos de afeto e reconhecimento’, tem mais e mais gente no mundo. E saindo pelo lado da indiferença (obrigatória?). Aquelas pessoas que não acodem alguém sendo surrado ou assaltado. Essa discrepância é que me leva os trocados. Descubro o que faz alguém virar herói. É a ocasião. A solidão. Se você está passando sozinho na beira de um rio e alguém pede socorro dentro d’água – se você sabe nadar – , você pula. Se na margem estiverem 30 pessoas, você espera alguém pular. Se todos esperarem... a pessoa morre afogada. O herói é o que, quando todos fogem, volta pra casa incendiada e entra. Os super-heróis são todos forjados nas brechas do nosso comportamento normal. É difícil explicar isso e nem vou tentar mais. Darley e Latané desenvolveram cinco estágios do comportamento de ajuda:
1) Você, o ajudante em potencial, precisa perceber um evento acontecendo.
2) Você precisa interpretar o evento como algo no qual sua ajuda é necessária.
3) Você precisa assumir responsabilidade social.
4) Você precisar como agir.
5) Você precisa, então, agir.
Isso, às vezes, em poucos segundos ou minutos. Um super-herói o faz. Um herói também. Uma pessoa normal? Aí, vareia!
W,
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h26
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Plantadores de memórias – ficção x realidade
Depois de dar uma aliviada no blogue, com uns cartunzinhos, volto à carga. Pode pular essa parte, se quiser. Mas é legal ver que o povo se comporta assim ou assado e nem percebe nada. No livro da Lauren Slater tem uma experiência curiosa e reveladora: Perdidos no shopping. Vou resumir, calma! Consiste em ‘plantar’ memória na cabeça das pessoas. Os psicólogos pegaram pessoas e foram dizendo coisas como: ‘Lembra quando você se perdeu no shopping com 3 anos?’ E as pessoas iam se lembrando tanto que até descreviam as gôndolas, os produtos, a pessoa que a achou. Só que, na verdade, elas nunca haviam se perdido em shopping algum. Sugestionamento puro. E, quanto mais o tempo passava de um fato, a verdade ficava mais longe. As mesmas perguntas, repetidas espaçadamente, tinham respostas bem diferentes. Os psicólogos chamam voluntários de pesquisas de ‘objetos humanos’. O interessante, pra mim, é que as pessoas, quando não conseguem completar uma história, inventam. A gente convive com o errado, mas nunca com o incompleto. Por isso, quando você fala pra alguém: ‘Lembra disso, assim-assado, né?’ A pessoa quer responder logo, com medo de ser ignorante. Diga: ‘Pô, claro que você estava lá! A gente subiu na pedreira e aconteceu isso e aquilo.’ A pessoa é capaz de completar a aventura por conta própria, sem ter estado lá. Os livros de memórias são, quase sempre, ficção. E os de ficção, que se diz serem baseados na realidade, passam longe dela. Somos fragmentários, terrivelmente fragmentários. Um poço sem fundo de coisas que se acumulam e acham um lugar, claro ou obscuro, pra ficar. Lauren fala de alguém que está inventando uma espécie de ‘tratamento’ pra memória. Teremos toda nossa vida passada facilmente acessada, como se fosse um arquivo no micro. Aí, será um salve-se quem puder! Como se desmontássemos um carro, peça por peça. Ah, aqui está a parafuseta quebrada! Só trocar e pronto: montar tudo de novo. Mas, será que poderemos consertar a cabeça? Uma coisa que sempre pensei: como é que o remédio que você toma pra uma doença sabe direitinho aonde ir? A Lauren me sossega: o Prozac, por exemplo, última novidade, ninguém sabe como funciona direito. Ela diz que tomar uma droga pra ir a um pontinho mínimo do cérebro é como derramamento de petróleo no mar. Vai pra todos os lugares. O que mais atinge? Compara o Prozac com a ‘antiga’ lobotomia: dois furinhos na cabeça e uns fios desligados aleatoriamente com bisturi, sem anestesia. Se os sintomas da depressão ou da ansiedade parassem, sorte. Lauren diz que não se sabe o que o Prozac faz no entorno, no tecido são. Aliás, é só ler as contra-indicações numa bula de remédio e ninguém tomará mais nada. Haja!
W,
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h50
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 Tsk! tsk! tsk! Não vai dar certo, Darwin!

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h52
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Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 10h09
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Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 09h38
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Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 09h30
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Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 09h18
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Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 09h15
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 Espacialmente falando
Nessa de ir pro espaço sideral, a Yara, minha cunhada, mandou e-mail dizendo que o Sérgio, filho dela, trabalha na empresa que fabricou, no Canadá, o já famoso braço robótico do Discovery. Erde! Que mundo pequeno! Fiquei horas conjuminando o uso de um braço só lá no espaço. Pensei até que poderiam descobrir o famoso e milenar ‘som de palmas feito por uma só mão’, de que os orientais
tanto falam.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h02
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Mente e cérebro – o retorno
Você não vai mesmo ler o livro. Posso ficar falando dele à vontade. Tem um capítulo sobre vício (drogas). Justamente o Parque de ratos. Já existem várias pesquisas sobre a natureza e o motivo do vício. Ninguém concluiu nada até agora. Pensaram que era por causa da diferença de classes (!?). Os pobres querem fugir da condição inferior. Mas, milionários se drogam até mais. O barato da droga é totalmente disseminado. O parque de ratos foi uma experiência assim: (Vou resumir, heim?) o psicólogo achou que os ratos pressionavam a alavanca em busca da morfina – autodrogando-se – por causa da superpopulação da gaiola. Ele construiu um parque limpinho, de bom tamanho, organizado e soltou outros ratos lá. Viu que eles não procuravam a droga. Pronto, parecia que o mundo ia ser salvo: condições de vida melhor, nada de droga. Mas, aí se viu que os humanos multimilionários se drogam morando em condomínios de dez mil metros quadrados e em casa de dois mil metros quadrados e têm o mundo ao alcance de jatinhos. Ah, eles têm conflitos na mente: condenam-se pela riqueza! Pura balela. O que os psicólogos descobriram é que, isso sim, não existe nada nas drogas (cocaína, morfina, heroína, ópio) ‘inerentemente causador de dependência’. Será? Isso depois de pesquisas do tipo: um paciente que recebeu morfina em doses cavalares pra se curar de uma doença, logo depois de curado deixou a droga. E ex-combatentes da guerra do Vietnam voltaram completamente entupidos de drogas e se safaram. Dizem, também, que o quadro (substratos fisiológicos da abstinência) que se vê nos filmes – abstinente suando frio, quebrando tudo, doido por uma dose, flagelando-se, roubando pra comprar – é hiper-realismo. Cinematograficamente funciona melhor. Droga seria uma escolha pessoal e intransferível? O que Lauren não analisou são os outros vícios. Não faziam parte do estudo. Mas, eu me pergunto: jogatina, bebida, compras e tudo mais... Onde ficam? O que causa a ‘dependência’? Por temos tantos e tão arraigados vícios?
W,
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 17h06
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Mente e cérebro – a missão. 
O livro da Lauren – Mente e cérebro – é um emaranhado de tentáculos, se posso dizer isso, prontos pra agarrar e apertar nossas crenças e suposições. Não sei se você sente isso a respeito dos nossos comportamentos. Aliás, todos sentem. Só que hoje muita gente deixa pra lá, pra não se incomodar. ‘As pessoas são assim!’ – é o bordão favorito pra gente não se incomodar. Se todos agissem dessa maneira, a gente ainda estaria nas cavernas. E muitos estão! Quando estava lendo o livro, pintou um trabalho aqui e fui revirar os livros One Show em busca de referências. Acredita? Vi um filme de 30 segundos do Instituto Nacional de Justiça dos EUA que pedia a todos os cidadãos agissem/reagissem quando vissem algo violento ocorrendo com os semelhantes (estupros, assaltos, brigas, etc.) O filme é publicitário, logo, emocional. A primeira cena mostra dois olhos arregalados olhando pra rua escura por trás de uma persiana. E o texto diz que uma mulher está sendo espancada e violentada na rua e ninguém faz nada. Ninguém nem telefona pra polícia. Um dos capítulos do livro estuda essa passividade das pessoas diante de um fato aterrador. O fato aconteceu em 1964. Uma mulher foi espancada, estuprada e morta no início da manhã (ainda noite) e 38 testemunhas (todas por trás de janelas) nada fizeram. Quando acabaram os gritos, simplesmente apagaram as luzes e voltaram a dormir. E não souberam dizer o motivo certo da indiferença. O estudo ‘concluiu’ que, quanto maior for o número de pessoas que presencia um fato, menor a adesão. ‘Alguém vai ver isso!’ – e dá-se de ombros. Acontece que todas as pesquisas e conclusões, agora me espantam. O filme do One Show é de 1986! Vinte e um anos depois, as coisas ocorriam do mesmo jeito. Hoje, 2005, ainda é assim. Argh! Mais gente no mundo, mais indiferença.
W,
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h59
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O que aconteceu até agora? Heim? Amnésia.
Volto, logo no primeiro dia de agosto, ao livro da Lauren Slater – Mente e cérebro. Terminei de ler. Ufa! No sétimo capítulo entrei no parque dos ratos, depois me perdi no shopping, tropecei numa lesma do mar, perdi a memória e, por fim, recuperei o tempo perdido. Sem lobotomia ou medicamentos, só com enxurrada de palavras da Lauren. É triste e, ao mesmo tempo, muito bom que não possa resumir tudo. Lá ia eu entrar no ‘reducionismo’, que tanto condeno. Feito o que tem muito no livro do Almir Feijó – Descríticas. A maioria das descríticas começa com ‘é sobre’. Ou seja, o filme é sobre. Eu já não vejo mais filmes desse jeito. Não me importa a história toda – enredo –, mas os detalhes. Vi com a Célia o filme Herói, chinês, em DVD. É muito bonito, cheio de sons, cores, luzes e sombras. Um sofisticado show de cinema – montagem e seqüências. A gente achou que deveria ter assistido na telona do cinema. Deve ser magnífico. A história? Ah, tem que ter, né? Dá pra resumir ou não dá. Li numa resenha que o filme ‘é sobre’ a unificação da China. E quem se importa com isso no ocidente? Na verdade, é tudo uma grande lenda de dois mil anos. Ficção. Espadachins que voam, lutas infindáveis, rei todo-poderoso, exércitos imensos e inoperantes. O resenhista disse que o pecado do filme é torcer pro lado do imperialismo. Que a unificação da China significaria poder total, conquistas, etc. Toda a baboseira sociopolítica. Não me importo com isso. Tanto que vi depois, graças à Célia que achou na locadora, o filme do Jean Luc Godard – Nossa música. A Célia dormiu porque estava muito cansada depois de 4 horas de aula de dança. O filme do Godard é muito estranho. Num tempo em que tudo é grandioso, espetacular, bombástico, ele fez um filme pra passar naquelas telas dos cineclubes antigos. Tipo Riviera – aqui em Curitiba, na década de 60. É uma imensa colagem de cenas, textos, sons. Tem ou não tem ‘é sobre’. E é isso que me fascina. Você ajuda a montar o filme, mesmo depois de pronto. Por isso, ninguém gosta desse tipo de filme. Todo mundo quer alguma coisa pronta pra consumo, que não exija mais que uma poltrona macia e um saco grandão de pipocas. E que se resuma num ‘é duca!’. Quanto ao livro, fica pra outro capítulo. Hoje é segunda. Calma.
W,
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h57
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