NEOpseudoSUPRAhiperULTRAsuperMEGApower do Werneck
  

Intelectus naturaliter desiderat esse semper

 

Calma. Hoje é sábado e o amanhã está dormindo. Nem é dia de pensar alto. Mas, dando uma olhada nas Cinco visões pessoais, do Jorge Luis Borges, encontrei a frase, em latim, acima. Ele traduz: A inteligência deseja naturalmente ser eterna. É de Santo Tomás. Borges vai adiante e diz que esse desejo ‘parece morto nos metais, adormecido nos vegetais, ou um sonho nos animais’. O ‘parece’ que ele colocou salva de uma mancada, acho eu. E o ‘deseja’ faz a frase ser válida apenas pra inteligência. Veja: um metal dura muito mais que a inteligência. É quase eterno, mesmo não tendo desejo. Os animais são portadores de certa espécie de inteligência, pois reagem aos ataques à sua vida. Os vegetais também reagem às condições do ambiente. Alguns vegetais são até carnívoros! Por isso, não acho nenhum privilégio ter uma inteligência que deseja ser eterna. Bem, de certa maneira, Borges quis dizer que nosso desejo de perpetuação está ligado ao que colhemos do passado e do que passamos pro futuro. Por exemplo, revivemos um poeta citando seus versos. E sobrevivemos deixando uma obra. De certa maneira, animais e vegetais também fazem isso deixando descendentes que, pela genética, carregam as mesmas qualidades e até mais algumas que são selecionadas naturalmente pra garantir sobrevivência da espécie.

Hi! Por ser sábado, já fui longe demais. Sem garantir sobrevivência intelectual. Ufa!

 

W,



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h54
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Delivery Status Notification – seu assobio foi recusado.

 

O Ivan Lessa fez uma crônica dizendo que acha profundamente desagradável o assobio. Disse que os brasileiros assobiam demais e que a humanidade não tem nada que assobiar. E, por fim, disse que uma das coisas que o fizeram permanecer na Grã-Bretanha era a ausência de assobio lá. Bem, lembro do tempo em que se assobiava muito. Pedreiros das construções, barbeiros afiando a navalha e qualquer outro homem que executasse um trabalho manual. Não era assobio pra mulher boa que passava. Era assobio musical. Aqueles bem maviosos, cheios de volteios. Assobio de música inteira. Não sei quando o assobio foi extinto. Não foi noticiado. Ninguém fez campanha contra a extinção. Não deu na Globo. E hoje não se ouve mais em nenhum lugar. O Hélio Lettes tinha, não sei se tem ainda, o Clube do Assobio. Ou já seria Museu do Assobio? De qualquer maneira, nem sei por que me lembrei disso agora. Talvez seja porque é sexta-feira e já esteja anoitecendo. Ou porque não tenho nada melhor pra escrever. Pra assobiar, nem pensar.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 17h43
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Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 17h23
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Um soco só

 

Hoje, se encontrasse Anton Tchekov ali na esquina, dava um soco nele. Um só. Bem no meio do nariz. Mesmo que ele estivesse doente, com tosse, febre e muito magro. Não tenho muito que dar satisfações, dizer o motivo do fantasiado ato. Não é por um conto mal escrito, uma história meio morna, uma piada de mau gosto. Não é por ele ter esbanjado talento escrevendo 300 contos em cinco anos. Muito menos porque ele aprendeu a escrever reescrevendo outros contos. Nem pense que é porque ele apanhava do pai todos os dias aos cinco anos. Então, você deve estar aflito pra saber o que me levaria a dar um soco na cara do russo. Mesmo que fosse de noite, de madrugada ou no meio da chuva. Se ele estivesse ao alcance dos meus punhos, ia levar. Ah, ia! Ia espirrar sangue, voar dente e doer minha mão. Ele teria que chamar algum colega médico de plantão pra remendar tudo. E eu sairia de cabeça erguida, assobiando. Entraria no primeiro bar e, depois de umas cervejas, me gabaria pro primeiro que desse atenção. Bati no Tchekov. Ele ficou mais ou menos assim:  Notma Vokehct. E quer saber mais? Ele que vá se queixar pro bispo, pro papa, pro czar. E dá mais uma cerveja e um trago de vodka russa legítima fabricada no Paraguay. Salud! E quer saber mais? Hoje eu bateria no Goethe, no Hemingway (Ia dar mais trabalho!), no Scott Fitzgerald, no George Orwell. No bando todo. Orra, hoje tô pro crime!  



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 21h26
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   — PIOR CEGO É AQUELE!
— QUAL? NÃO VEJO NADA
!


Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h05
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Engraçado o  mundo on-line!

Sempre dou um passeio pelos blogues.
Já encontrei em alguns frases minhas, sem
citar autor. Hoje virou tudo uma coisa
anônima. Uma espécie de criação coletiva.
Não sei se é bom ou se é ruim. Aliás, sei.
É bom porque tudo é divulgado, mas é  ruim

porque não se ganha $$$ com isso
.
W,

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h58
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Dalton Trevisan 80 x Rubem Fonseca 80

 

Dois reclusos. Dois escritores que fizeram minha cabeça na década de sessenta. O Rubem dos contos ácidos e o Dalton do Nelsinho e das prostitutas. Li com muito prazer. No Colégio Estadual do Paraná fui até expulso da sala de Português porque estava lendo Dalton. Expulso até o fim do ano e pré-aprovado. O Vampiro de Curitiba era considerado livro de sacanagem pela professora. O Rubem era mais denso, digamos. Os dois foram por caminhos diferentes. O Dalton seguiu pelo riachinho e o Rubem foi pelo riozão. O filete de água e o caudaloso. Depois de certo tempo, os livros do Rubem ficaram meio chatos. Diria, cheios de lugares-comuns. O Dalton foi mais adiante lixando, limando, cortando. Foi até o haikai. É mais escritor, arriscaria. Importa é que ambos me motivaram a escrever. E hoje estão com 80 anos, são de 1925! Coisa muito boa de dizer: duas vidas completas naquilo que se propuseram.

 

W,



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h55
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Contos que a vida conta

 

Ele era um gênio... até ficar preso numa garrafa...

de cachaça.



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h16
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   PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER VER E NEM OUVIR FALAR.

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h34
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Enquanto não tenho novidades, distraia-se
com esta animação muito interessante. Aumente
o volume do som. Até, W,

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 14h04
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Os paqueras. Esse seria o título certo desse quadro de Renoir. Veja que cada pessoa está olhando pra outra mais distante. É um jogo de olhares que dá um bom movimento à cena.  



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 15h43
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Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 15h17
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Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h42
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Publicitariamente falando: mãos-de-tesoura em ação!

 

Isto é incrível, mas é verdade. Tem uma piada muito boa na publicidade vinda do cinema. Contam que um dia um roteirista levou a um grande produtor uma idéia que achava fantástica. Era a história de um safári que percorria a selva africana. Depois de algum tempo embrenhados no mato, os integrantes encontravam um gigantesco gorila, levavam pra cidade, etc., etc. A história se chamava King Kong. O produtor, com toda aquela mise-en-scène (pés sobre a mesa, charuto enfumaçando a sala, tensão no ar, o roteirista suando em bicas e quase sumido na poltrona), leu tudo. No fim, levantou-se e bradou: ‘Genial! Genial! A idéia é ótima, mas tire o macaco!’ Essa lenda passou pra publicidade. Volta e meia um cliente (ou marqueteiro dele) acha genial a idéia apresentada, mas manda tirar o macaco. A gente apelidou ‘carinhosamente’ esse tipo de cliente de ‘mãos-de-tesoura’. Esse tipo de cliente tem um faro infalível pra idéias ótimas e mãos ainda mais infalíveis pra cortá-las: ‘Tire o macaco!’ E, muitas vezes, sem justificativa.  Você fica olhando pra ele e não acredita que foi direto na jugular. Tem que ter sangue de barata nessa hora pra não pular no pescoço dele e... Mas, o dinheiro é dele, o negócio é dele. A burrice, infelizmente, também.

 

W,

 



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 10h54
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   PIOR CEGO É AQUELE QUE NÃO ENXERGA NADA.

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 09h30
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Dezoito horas, trinta e cinco minutos e dezenove segundos.  E lamba as unhas! Já passou até mais um pouco de tempo, mas não estou nem aí. Hoje foi um dia chinfrim. Não tinha nada pra colocar no blogue. Os times daqui não foram bem, mas ninguém gosta de futebol mesmo. De bom, mesmo,

foi escutar a Sade com a Célia e almoçar com a Gradisca e a Milena. O Ruizinho passou no teste pra modelo em Sampa. Pô, dois modelos na família!? Fique vendo a prancha de pegar tsunami que eu vou me mandar.  Dezoito e quarenta e um e trinta e cinco. Intelectualmente prejudicado. Quanta gente besta no mundo! Quanta gente bestando no mundo. Dezoito, quarenta e quatro e quarenta. Já te disse que vou me mandar? Pois é! No site do Millôr tem uma enquete: livro serve, tanto faz ou é a gota que faz o mar? O povão tem coragem de dizer que é o verso de Castro Alves o preferido. Que livro é tudo! Vão mentir assim lá em Shangai. Dezoito e lá vai pedrada. Fui!

W,



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h47
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Um luminoso Renoir pruma segunda-meia-boca

Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h31
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Nada a declarar!



Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 17h56
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