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NEOpseudoSUPRAhiperULTRAsuperMEGApower do Werneck |
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Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 15h06
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As coisas que eu detesto são poucas e boas
Tchekov afirmava que o conto não deve conter nada supérfluo. Cortar fora impiedosamente tudo o que não tiver relação com a história. E vai adiante dizendo que o autor nunca deve descrever emoções que ele mesmo não tenha experimentado. Corto fora isso que ele disse. O supérfluo é um respiradouro e as emoções estão no ar. Perco-me em supérfluos porque o essencial é inviável e as emoções caras ou baratas crescem como chuchu na cerca. A verossimilhança, a verdade, o peso, os enfeites de cama, mesa e alma... tudo isso é tão antificção! Desça quantos graus quiser a temperatura da solidão, a escrita aquece. O crepitar das palavras impregna o ar de perfumes evocativos, o ruge-ruge que o atrito das frases produz é música suave e envolvente. A minha cota do cotidiano é efervescente, frenética e estremecedora quando se rebelam as palavras. Enquanto isso, as pessoas estão negando a cadeia dos seres vivos e recusando a idéia de ascendência ou posteridade. Sabe o que isso significa? Estão engravidando a delícia de viver em casulo. Sem tato, olfato, paladar e olhar. A couraça, a falta de horizonte, o estofo apenas virtual forrando as emoções. As pessoas colocam o perfil na internet, com foto e tudo. Mas, fogem na hora do encontro real. Dão mil desculpas, citam filhos, compromissos inadiáveis, forças terríveis. Estão tomando calmantes, pedindo receitas para dormir, pegando dezenas de filmes nas locadoras. Rezam para que seja inventada a vacina contra a decepção do encontro – mas jamais a tomariam. Preferem cortar o encontro do cardápio e se entupir de imaginação, de contos de fadas, de invenção de padrões espirituais ideais e de companhia de cães e gatos. Gente é de carne e osso. Gente tem cacoetes, algumas manchinhas na pele, um jeito de sorrir diferente. Gente pensa. Gente discorda. Gente tem desejos. Gente quer dar as mãos, trocar carícias e carinhos. Não, gente não!
Do livro Fragmentos em frangalhos
(inédito) de John Lewis Lee, Ph.D.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 13h00
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A RAPOSA E O SUCO DE UVA
Uma raposa, com muita fome, estava passando perto de um supermercado. Dinheiro, que é bom, não tinha. Mas, confiando na esperteza, entrou. Com toda raposice foi pegando aquilo que o estômago vazio mandava e enfiando nos bolsos. Quando se preparava para alcançar a embalagem do mais gostoso suco de uvas, foi interpelada pelo gerente que a observou pelo circuito interno de televisão. Ela disse: — Por favor, o senhor poderia pegar o suco para mim? Não alcanço! Pelo que sei é fabricado com as mais deliciosas uvas das melhores procedências, processadas com tecnologia de Primeiro Mundo. Verdadeiro néctar para os mais apurados paladares e...
O gerente interrompeu: — Vejo que tem muito bom gosto!
A raposa floreou: — Ah, isso tenho mesmo, fui muito bem educada... Estudei no Exterior, viajei pelo mundo.
O gerente interrompeu: — E o que me diz do queijo parmesão importado que está levando?
Ela engasgou: — Be-be-bem... é ótimo... Quer dizer, na verdade, é um queijo é de segunda... sem gosto definido... Nem devia ser vendido num supermercado tão conceituado. Acho que nem vou levar...
Ela tirou do bolso e entregou ao gerente.
O gerente continuou: — E o presunto de Parma? O vinho francês? O caviar norueguês? O legítimo scotch? E o ...
A raposa foi tirando tudo dos bolsos e entregando para o gerente: — Na-na ver-ver-daa-de, olhando bem, até o suco não é lá dos melhores... Bebi melhores na Suíça! Acho que até a data de validade está vencida... Vou ao Procon... Muito obrigada!
Quando ia saindo, foi detida pelo segurança e encaminhada à delegacia de polícia.
Moral: A boa educação faz o pior ladrão.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h52
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Poema em linha reta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil, Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo, Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas, Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda; Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar, Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado Para fora da possibilidade do soco; Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia; Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam. Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os ter amado, Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca! E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído, Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? Eu, que venho sido vil, literalmente vil, Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Fernando Pessoa
Sei que você, nobre leitor, já conhece tudo. Mas arrisco esse Pessoa um tanto desconhecido (?!)
W,
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h49
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A LEBRE E A TARTARUGA
A tartaruga treinava para as Olimpíadas, quando viu que a lebre estava sentada bem tranqüila à sombra de uma frondosa árvore. A lebre puxou conversa e soube que a tartaruga ia competir na mesma prova de corrida que ela. A lebre falou: “Boa sorte, dona Tartaruga. Vejo que está treinando forte. Vai ter chance. Tchau!” A tartaruga se despediu e continuou seu treinamento, mas com a pulga atrás da orelha por ter visto que a lebre nem se aplicava na preparação. No dia da competição, ao ser dada a largada, os competidores saíram voando para a linha de chegada. A lebre, franca favorita, inexplicavelmente chegou em último lugar, esbaforida. A tartaruga, vencedora, só olhou para ela e balançou a cabeça, sem entender. A lebre, logo cercada por cinegrafistas e entrevistadores, foi explicando a causa da derrota fragorosa. Sem pressa nenhuma.
Moral: Importante não é vencer, é exibir bem a marca dos patrocinadores.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h40
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A PRIMAVERA E O OUTONO
Certa vez, a Primavera, que estava em todo o seu esplendor, se queixou ao Inverno de que amava o Outono, mas nunca podia encontrá-lo: — O Verão e você estão sempre entre nós. O Inverno, com sua frieza costumeira, ponderou: — Você é a única mulher dentre as estações. E, para não fugir à regra do amor, se interessa justamente por aquele que está mais distante e não se interessa por você.
Moral: O amor é um cego que enxerga o longe.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 12h26
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é um espanto e tanto!
o tempo não existe não
mas só pra ler isso
sete segundos passarão
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h05
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o Sena acena e passa
a cena muda e fica
o viajante encena ser
e sucumbe na paisagem
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 10h52
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 Resolvi dar uma 'mulher-de-chá' antes de ir. Juro que anotei o nome do fotógrafo. Mas perdi na papelada. Bem... valeu a pena!
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h51
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Dando um tempo pra cabeça, por hoje só um link. Tomara que abra. É muito bom. Pode ter o título:
Como desenhar uma bela mulher de dentro pra fora.
Abraços, Werneck
http://fcmx.net/vec/v.php?i=003702
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 18h34
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 Quanto vale uma mulher?
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 19h04
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 Gostei desse desenho. Um casal de pardais. De um português chamado Alfredo Conceição.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 19h03
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YOGURTE SOBRENATURAL COM POMPA DE FRUTAS
A melhor prova de que você não tem bom senso é quando argumenta que usou de bom senso pra argumentar.
Falamos com as mãos tanto ou mais do que com palavras. Só que as mãos não batem com tanta força quanto as palavras.
O próximo que está próximo nunca é o que a gente queria que estivesse tão próximo.
Confiança é como segredo. Só está segura se estiver só com você.
Me dizem que nunca estou satisfeito. Oras, estou satisfeito por nunca estar satisfeito!
Um provérbio curdo diz: Infeliz do homem que tem olhos fitos em dois caminhos. (Ai dos estrábicos!)
Tem gente que percorre um longo caminho antes de saber aonde quer ir. E, quando decide, já está cansado.
Mais importante do que acreditar em si mesmo é fazer com que os outros acreditem que você acredita em si.
Quem tudo quer, pede o impossível.
Dizem que perseverar é tudo. Mas tem gente que desiste antes até de ver no dicionário o que é perseverar.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h31
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A prece é inimiga da perfeição de espírito.
Sábio é aquele que entende que os outros estão dizendo asneiras. Idiota é qualquer um que se ache no direito de dizer que alguém é sábio.
A fama põe a cama, o mérito dá o cobertor.
O papel do homem no mundo não é nada higiênico.
Melhor reinar no boteco do que servir em casa.
Não exija muito de si pra não virar samba de uma nota só.
Minto pra tornar a vida dos outros mais interessantes.
Um burro, na verdade, é apenas um ignorante. Ele ignora que os humanos o chamam de burro e, principalmente, que chamam outro humano de burro pra dizer que ele é ignorante.
Felicidade é desejo.
É clássico: todo mundo cita um livro clássico sem nunca ter lido.
Socialismo é coisa que nunca existiu, sabe-se que é forte, mas não se sabe a força enorme que tem, torce-se para que dia exista e venha para nos salvar. O Socialismo é o Deus dos socialistas
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h30
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DOIS HOMENS E UM DESERTO
Dois homens, João e José, se embrenharam a pé no grande deserto de Gobi para tentar atravessá-lo e assim conquistar fama e fortuna. Foram bem supridos de água e alimentos. Porém, uma tempestade de areia os fez perder tudo, exceto dois cantis de água. Cada um portava um. Sol, mormaço e vento quente foram exigindo que eles consumissem cada vez mais do líquido. João bebia mais que José, de modo que seu cantil ficou logo vazio. Ele começou a pedir que o outro dividisse a água do cantil. José negou. Disse que ele havia feito de propósito. Tomando toda a água do próprio cantil e mais metade da do dele, João estaria mais protegido contra desidratação. Assim, sobreviveria e faria com que ele morresse. Isso era quase um crime! João se desculpou e disse que jamais havia pensando nisso. Só que estava mais magro e precisava de mais líquido. Culpou José de ter comido mais durante a viagem e assim ter adquirido mais proteção contra a fome. José disse que a grande idéia de atravessar o deserto havia sido dele, João. Coisa muito disparatada, sem nenhuma garantia de sucesso. João, por sua vez, disse que José viu que podia tirar partido da fama que a travessia traria. José atalhou e disse que João havia inventado a travessia só porque a noiva o havia abandonado na porta da igreja. Era espécie de penitência e que ele, José, só acompanhara por sentir pena do amigo. João, sentindo o suor correndo em bicas, gritou que ele, José, sim, tinha motivos para fugir. A mulher dele o havia trocado pelo melhor amigo. José, derretendo sob Sol de 50ºC, estranhou: — João, meu melhor amigo é você! João, caindo exausto e quase delirando, completou: — Foi por isso que minha noiva me abandonou, José. Ela descobriu. Me perdoa! José, já sem forças, sucumbindo ao calor infernal, disse: — E por quem acha que tua noiva te deixou? João disse: — Pois é, mas agora estamos sozinhos de novo e sem chance de sobreviver. Me dá um pouco d’água? — Ah, sim, agora pode tomar. Tome, disse José. Mas, o Sol incandescente prostrou-os definitivamente e a areia cobriu tudo.
Moral: Dividir sem somar só diminui.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h24
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24 COISAS QUE SE PODE MORRER SEM SABER:
1- O nome completo de Barents era Willem Barents. 02- Em 1999, o Brasil não ganhou a Copa do Mundo de Futebol. 03- Um bode nunca se lembra onde escondeu, por brincadeira, o tênis do seu filho menor. 04- Centenas de esquilos nascem nos EUA e no Canadá depois que seus pais copulam. 05- Comer uma cumbuca de feijoada é mais do que suficiente para a maioria dos canários belgas. Alguns até pedem caipirinha pra acompanhar. 06- As corvinas não conseguem pronunciar nenhuma palavra que tenha S. 07- Dois litros de água matariam a sede de várias gerações de formigas se elas bebessem. 08- O relógio é o único instrumento eletrônico que marca as horas. 09- O machado de ferro foi inventado muito depois da árvore e muito antes do microcomputador. 10- Uma pessoa sã é aquela que não tem nenhuma doença. 11- Se você percorrer uma milha terá ido mais longe do que se percorresse um quilômetro, independentemente do veículo utilizado. 12- Quem tem cinco dedos em cada mão tem, obrigatoriamente, dois braços. 13- Uma mulher inteligente sabe muito mais do que um homem burro. E vice-versa. 14- Um cavaleiro chamado Dick King salvou da derrota a seleção inglesa de críquete em 1842 contra a seleção da Índia. 15- Um astrônomo chinês inventou, no ano 132, um sismógrafo que tinha 2,4 metros de altura, com oito dragões de ferro agarrados nele. Com o sismo, a oscilação de um pêndulo provocava a abertura da boca de um dragão e derrubava uma bola na boca de um sapo colocado no chão. 16- A mais espantosa invenção do homem ainda não foi inventada. 17- Um cachorro pode aprender a latir em qualquer país para onde for levado ainda pequeno. 18- Os gigantes de 10 metros de altura da ilha de Páscoa foram esculpidos por um menino de 12 anos durante as férias escolares. Ele fez nada menos do que 300 completas e deixou 400 incompletas porque a mãe disse para ele parar com a brincadeira. 19- Não existem provas de que margarina é prejudicial à saúde dos chimpanzés. 20- Um pico de 20.230 m de altura seria muito maior do que o Everest. 21- O Cavalo de Tróia nunca participou de nenhuma corrida em hipódromos oficiais. 22- O que provoca as tempestades no mar são harpas eólicas escondidas em cavernas muito profundas e sem iluminação. 23- Dependendo do ano e de solos de guitarras mal feitos, um presidente é assassinado nos EUA. 24- Aproximadamente 70 % das pessoas que lêem este blog lambem a tampa do iogurte depois de retirá-la. Os outros 30% preferem lamber sabão.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h21
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A VACA E O PORCO
A vaca seguia pastando e ruminando tranqüilamente o capim. Até que, de repente, escorregou na beira do atoleiro e foi para o brejo. Quanto mais tentava sair, mais afundava. Num dado momento, viu que o porco estava bem próximo do local e mugiu para ele em busca de socorro. O porco aproximou-se e perguntou o que estava acontecendo. — Não vê que caí no atoleiro e estou afundando? Não entende você de atoleiros? Como sair daqui?
O porco respondeu: — Não tenha tanta certeza de que sei sair de atoleiro. Depois de várias gerações de porcos criados na maior limpeza, já não posso me lembrar como meus tataravôs, depois de chafurdar, saíam do atoleiro. Aliás, acho que a senhora caiu no atoleiro porque deve ter sido criada no confinamento. Foi só sair ao ar livre e atolou-se!
— Nesse caso, ao menos peça ajuda a algum outro animal. O cavalo, por exemplo, poderia puxar-me daqui com auxílio de corda amarrada nele. — Santa vaca! Quem iria amarrar a corda no cavalo?
— O homem, com certeza!
— E como faço para alertar o homem?
— Faça barulho, solte guinchos, fuce na porta da casa...
— Se fizer isso, ele vai me achar doido ou portador de alguma síndrome
contagiosa. E dá cabo de mim.
— Quer saber de uma coisa? Vá se ferrar! Viro-me sozinha!
— Puxa, que falta de consideração. Só tentei ajudar.
Moral: Não basta a vaca ir para o brejo. Tem que ter um chato por perto atucanando.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h13
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Cadeia alimentar, meu caro Watson!
Desde que você foi engendrado em meio a lençóis, cobertas e beijos, entrou na cadeia alimentar do mundo. E só sairá dela muito depois de entregar o corpo ao chão, como diz a canção. Muito depois porque ainda haverá restos que os vermes hão de comer. Já que tudo é alimentação, somos devoradores desde que éramos simples células. Comer, dividir, aumentar, comer, aglomerar, crescer... e assim por diante. Até devorar os nutrientes da mãe fazendo-a desejar chucrute com creme de leite ou chocolate batido com pétalas de rosa para repor as energias. O feto suga a mãe sem piedade. Aí, nasce e começa a ser depósito de todos os tipos de bactérias, vírus, fungos. Todos com apetite de elefante. E, uma vez fora, começa a devorar leite materno, papinhas, doces, carnes, vegetais. E devolve para a terra excrementos que promovem a festa dos insetos e outros seres. Vivemos num monumental banquete, presos à cadeira da cadeia alimentar. Tudo regado a vinhos finos, cerveja, chope e arrotos de bilhões de seres minúsculos, lá do submundo da biologia. Tim-tim!
John Lewis Lee, Pós-Ph.D.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h12
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DUAS DE TIRAR O SONO
Quantos arrancados do sonho diretos para o sono eterno.
Nunca se saberá que sonho tão lindo sonhava o que se foi dormindo.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h09
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A VIDA
LIMITA
A ARTE
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h07
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A SEGUNDA E A SEXTA-FEIRA
O meio da semana ia de vento em popa. Céu claro, sem nuvens, Sol soberano. A segunda-feira passeava no shopping e fazia comprinhas para a casa. Na frente da vitrina da loja de maiôs e biquínis, viu a sexta-feira muito atraída pelos artigos mais recentes. Foi até ela e, depois de falsos beijos no rosto, perguntou: — Preparando-se para viajar? Vai para a praia? O tempo está bem firme! Quem dera pudesse ir. Mas tenho que arrumar a casa, fazer supermercado, levar as crianças para aula de canto. Ufa! Nunca tenho folga.
A sexta-feira, suspirando, disse: — Ah, não vejo a hora de pegar uma praia, curtir vento, pôr pés descalços na areia, me jogar na água morna... Ah! Mas está tudo tão caro. Principalmente os artigos da última moda. Veja aquele biquíni ali! Caríssimo! E, de mais a mais, pode ver: tudo o que está na moda é mais para sábado e domingo. Só cores e estilos de sábado e domingo, pernas para o ar, rede, piquenique, praia. Para nós, só quando as férias chegarem, não é? Assim mesmo, não se tira mais trinta dias de férias. Mal dá para curtir uma semana na praia!
Mal acabou de dizer isso, viu o sábado tomando café com o domingo e reclamando da previsão de mau tempo para o fim de semana.
— Veja, disse a sexta-feira indignada, deviam estar contentes só por terem o fim de semana só para eles!
Moral: Todo mundo reclama de tudo. E dos outros que reclamam.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h05
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OS DOIS REMÉDIOS
Ardecura encontrou Amarrassegura. Não se viam há algum tempo. — E aí, como é que está a vida, perguntou Ardecura. — Vai indo. Mas não tão bem quanto antes. — Antes? Do quê? — Antes de aparecerem mil concorrentes de nome e peso e mais os genéricos. Hoje tenho que me virar para estar na mídia. Não dá mais para contar vantagens. — Verdade. Eu, por exemplo, sofro muito mais concorrência. Foi-se o tempo em que meu nome era sinônimo de satisfação. Inventaram mil fórmulas que não ardem nada, têm gosto de morango, limão ou groselha. Posso dizer que sobrevivo pela tradição que meu nome impôs na cultura popular. — Cara, tenho família para sustentar! Estou até dor de cabeça pensar que não tenho chances. Vou tomar um comprimido. — Não caia na asneira de tomar esse novo que saiu agorinha. A fórmula é a mesma do velho analgésico dos anos 50. Só que tem sabor manjar branco e, por isso, é muito mais caro. Nem aquele outro mais antigo, que causa problemas sérios estomacais.
Moral: Achar o remédio certo dá muita dor de cabeça.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h04
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Da série Onívoros Venceremos:
Se elas me dão, como. Se deixarem, bebo também
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h01
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Da série Onívoros Venceremos:
subi naquele morro
pra ver meu amor passar
ela não passou,
peguei a vizinha
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h01
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Da série Onívoros Venceremos:
Pra osso duro de roer, língua afiada.
Pra digerir os ossos do ofício,
só fazendo das tripas, cérebro.
Olimpíadas de Atenas:
Anabolizados, venceremos!
As massas são rebanhos de gafanhotos com tendência a virar rodízio de pizza.
Quando um lobo veste pele de cordeiro,
recebe sal, pimenta e alecrim de tempero.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 11h00
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Da série Onívoros Venceremos:
O melhor acompanhamento pra qualquer bebida no boteco é devorar as mulheres com os olhos.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 10h59
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Queijos, vinhos e mulheres: um leque de feelings
Um amigo conseguiu um Apotegma por preço bem razoável. Disse-me que já estava procurando faz tempo. Só havia encontrado Sofismas em liquidação, mas estavam com péssimo aspecto. Muito pior do que qualquer Estultice de primeira linha. Não há razão, ele me segredou, para que não se procure Sandices nestas feiras de roupas de inverno. Elas são fabricadas em cidades frias do Sul e, geralmente, se fazem acompanhar de Escólios, Apodos e Tergiversações. Nunca vi ninguém comprando tudo junto. É necessário que se examine os tecidos, os padrões, os estilos. Leviandades casam bem com Ponderações, embora alguns torçam o nariz. Acham que Subterfúgios cabem melhor na receita, mesmo não sabendo explicar. Aí, justamente, se abre um leque de feelings: Hipérboles, Jactâncias, Preponderâncias, Postulações e, em menor grau, Suscetibilidades. Posso dizer que já fui grande consumidor de Sicofantismo e Tonitruações. A diferença é que vivia num clima temperado e a safra deles era sempre farta e com preço correto. Hoje prefiro Salamaleques em molho de Simulacros que, frise-se, não são muito fáceis de se obter. Acontece que refinei o paladar e os anos de estrada aconselham não tentar Tresvarios com Lisonjas, queijos, vinhos e mulheres. Sempre haverá alguém para nos lembrar do nível de Remoques em que chegamos. Teremos que engolir Blasonarias, Deambulatórios, Embelecadores, Garabulhas e Imiscibilidades. Melhor eu ficar falando de Pirilampos – insetos da ordem dos coleópteros que apresentam órgãos fosforescentes na parte inferior dos segmentos abdominais. Ah, que belos nomes eles têm! Vaga-lume, caga-lume, caga-fogo, cudelume, luzecu, luze-luze, lampíride, lampírio, lumeeira, mosca-de-fogo, noctiluz, pirífora, salta-martin, uauá.
Do livro Fragmentos em frangalhos (inédito) de John Lewis Lee, Ph.D.
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 10h57
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Que situação, gente. Bem na hora que vai 'chover gente nova' no NeoPseudo, estou sem meu arsenal de coisas publicáveis aqui. Ficou tudo na Parceria e não dá tempo de ir buscar. Até levei um safanão de uma leitora chamada Lucia, que não gostou de nada. Pena. Sugiro que os novos leitores vão às páginas anteriores e achem algo palatável lá. Coisas que o Caio e o Fantini gostaram. O Beto, idem. A Célia, idem. A Neide, também. Aliás, o Fantini fez um texto sobre o NeoPseudo no www.patife.art.br e, por conta disso, tem leitor novo na área. É isso, gente. Estou tentando me organizar. Se não der, paciência. O ritmo aqui é diferente. Vou tentar pôr em dia o blog. Se enjoar de esperar, entre no UOL, clique em BLOG, no lado esquerdo da tela e deleite-se com tudo o que tem lá. Abraços, Werneck
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 16h54
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Bom dia, gente. Ainda não consegui me arrumar. Vai continuar assim até...
Olha, quem for votar no Blogstars, só pode votar UMA VEZ POR DIA. Ou, eles anulam.
Obrigado, Werneck 
Escrito por Rui Werneck de Capistrano ?s 10h11
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